Bruno Cantini / Atlético-MG
Bruno Cantini / Atlético-MG

Atlético-MG se divide entre mais chances e cautela com jovens da base

Gols da vitória por 2 a 0 sobre o Goiás foram marcados por Marquinhos e Bruninho

Redação, Estadão Conteúdo

07 de novembro de 2019 | 11h03

Foi dos pés de duas promessas das divisões de base que veio o alívio para o Atlético Mineiro na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Em declínio após um bom começo na competição, o time derrotou o Goiás por 2 a 0, no Mineirão, na noite de quarta-feira, com os gols marcados no segundo tempo por Marquinhos e Bruninho.

O técnico Vagner Mancini chegou a cogitar escalar ambos como titulares no confronto com o Goiás, mas os deixou como opção no banco de reservas. Acionados na etapa final, decidiram um confronto que levou o time aos 39 pontos, na 11ª colocação.

Ambos vem conquistando aos poucos o espaço no Atlético-MG e, especialmente, com Mancini. Marquinhos, de 20 anos, entrou em campo pela sexta vez no Brasileirão, sendo que todas essas oportunidades vieram nos últimos oito jogos do time, ainda que em apenas um tenha sido titular. Por sua vez, Bruninho, de 19 anos, já atuou nove vezes na competição, mas apenas nas duas últimas com Mancini.

O treinador indicou que pode dar novas oportunidades a eles, mas acredita que acertou ao não escalá-los de início na partida contra o Goiás, optando pela utilização de Elias e Cazares.

"Existia a possibilidade, sim, de eles iniciarem o jogo hoje. Fiz, ontem, duas escalações no treinamento e uma seria com os dois, mas também tenho que dizer aqui que o Elias e o Cazares fizeram um ótimo primeiro tempo. Então, acho que a decisão foi acertada. Espero, sinceramente, que esses atletas e os outros atletas da base do Atlético saibam que vai chegar o momento de cada um deles. E é importante quando eles também olham e sabem que o técnico não tem medo de colocar. Isso acaba fazendo com que o atleta se sinta mais confortável e mais confiante para entrar e desenvolver aquilo que ele sabe", afirmou.

O treinador avalia que o time também conseguiu ter postura agressiva diante do Goiás, característica que marcou os melhores momentos da história recente do Atlético-MG.

"Eu dizia, já na última partida, que o grande mistério era exatamente buscar novamente o DNA do Galo. E é esse o DNA, uma equipe que joga com muita velocidade, envolvente, que chega à frente. Foram 16 oportunidades de gol no primeiro tempo e isso mostra que a volúpia foi muito alta. Na segunda etapa, com a volta do Marquinhos, o time tem ainda mais força e velocidade do lado direito e acaba fazendo o gol. Após a entrada do Bruno, também. São atletas que já estavam sendo vistos e que estão sendo lançados aos poucos, mas que já mostram uma maturidade interessante", avaliou.

Tendo Bruninho e Marquinhos como opção para escalar o setor ofensivo, o Atlético-MG voltará a jogar no domingo, quando será visitante no clássico contra o Cruzeiro, marcado para o Mineirão e válido pela 32ª rodada do Brasileirão.

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