Atlético-MG tenta ampliar bom momento em duelo na Bolívia pela Libertadores

Adversário será o Jorge Wilstermann, que demonstrou força atuando em casa durante a primeira fase

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

05 de julho de 2017 | 07h26

Time de melhor campanha na fase de grupos da Copa Libertadores, o Atlético Mineiro inicia a sua participação nas oitavas de final nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), diante do boliviano Jorge Wilstermann, no estádio Félix Capriles, em Cochabamba, na Bolívia, tentando ampliar o bom momento e confirmar o favoritismo no confronto.

A situação, é verdade, era bem diferente apenas alguns dias atrás, com o time próximo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Mas a sequência de três vitórias diante de Chapecoense, Botafogo - esta pela Copa do Brasil - e Cruzeiro, devolveu a confiança e deu tranquilidade ao técnico Roger Machado, além de lhe fornecer mais peças para uma equipe que vem sofrendo com várias lesões no elenco.

As duas principais novas opções são o lateral-direito Alex Silva e o zagueiro Bremer, ambos formados nas divisões de base do Atlético Mineiro. Eles não foram inscritos para a fase de grupos da Libertadores - o lateral ainda estava emprestado para o América-MG -, mas agora serão titulares em Cochabamba.

Alex Silva vai ocupar a lacuna deixada pela lesão do outros dois laterais-direitos do elenco - Marcos Rocha e Carlos César -, enquanto que Bremer, recentemente promovido dos juniores - terá a responsabilidade de substituir o capitão Leonardo Silva, que se lesionou nos primeiros minutos do clássico do último fim de semana do Cruzeiro. "Tem que estar sempre preparado porque a oportunidade nunca avisa quando irá chegar", afirmou Bremer, que não foi titular nas duas oportunidades anteriores que recebeu no time.

No clássico mineiro, Bremer também ocupou a vaga do veterano, participou da vitória e não só ganhou a sua vaga na lista de inscritos da Libertadores, como também a titularidade na defesa para o primeiro jogo contra o Jorge Wilstermann. E além dos dois jovens, a outra novidade na escalação será o retorno do volante Rafael Carioca, que estava suspenso no fim de semana.

De resto, o Atlético Mineiro vai apostar nos dois jogadores que decidiram o clássico contra o Cruzeiro e que também levaram o time a obter a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores: Fred, que já marcou cinco gols na competição e fez dois no último fim de semana, e Cazares, autor de cinco gols no torneio continental e um diante do rival de Belo Horizonte.

Será com eles no setor ofensivo, acompanhados de Robinho, que o Atlético Mineiro buscará confirmar o seu favoritismo diante do Jorge Wilstermann. E não falta inspiração para isso, o que inclui a goleada por 5 a 1 sobre o Sport Boys na fase de grupos, em sua última visita à Bolívia.

O Jorge Wilstermann fez campanha bem mais modesta do que o Atlético Mineiro na Libertadores, mas também tem feitos a valorizar, afinal avançou junto com o Palmeiras em um grupo que contava com o tradicionalíssimo Peñarol e um clube argentino, o Atlético Tucumán.

O desempenho contrasta com o exibido no Torneio Apertura boliviano, em que o time de Cochabamba, cidade a 2.558 metros acima do nível do mar, ficou em uma modesta 10.ª posição entre os 12 participantes.

Até por isso, o clube aproveitou as últimas semanas para se reforçar, contratando o atacante Ricardo Pedriel, que estava no futebol da Turquia, além de dois brasileiros pouco conhecidos - os meias Carlinhos, do Macaé, e Serginho, do XV de Piracicaba, que se juntam ao zagueiro Alex Silva, com passagem marcante pelo São Paulo.

Destes, Serginho e Alex Silva deverão começar jogando em Cochabamba, no reencontro entre Jorge Wilstermann e Atlético Mineiro após 19 anos. Em 1998, os times se enfrentaram pelas quartas de final da extinta Copa Conmebol, com vitórias dos mineiros por 3 a 1, em casa, e 1 a 0, como visitante. Repetir um destes placares é a meta atleticana nesta quarta-feira para começar a encaminhar a sua passagem para a próxima fase da Libertadores.

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