Atlético-MG vence Corinthians no Pacaembu

O Corinthians estreou mal no Grupo B da Copa Sul-Americana, que ainda tem o Fluminense. Perdeu para o Atlético-MG, por 2 a 0, nesta quarta-feira à noite, no Pacaembu. Liedson, que voltou ao time, após a fracassada transferência para o Dinamo de Kiev, fracassou com o resto da equipe. O primeiro tempo mostrou que a teoria de uma defesa que joga com três zagueiros depende muito de como é armado. No Corinthians de Geninho, Ânderson, César e Marquinhos fizeram um trabalho burocrático. Os três jogaram praticamente fixos atrás. Além disso, os laterais, que deveriam atuar como alas, não jogaram como tal. Só Rogério ousou um pouco mais pela direita. Já no Atlético-MG de Marcelo Oliveira, o esquema com três zagueiros não foi uma proposta tão conservadora. A não ser o veterano Scheidt, que atuou na sobra, André Luiz e Luiz Alberto foram verdadeiros atacantes. Por três vezes apareceram em velocidade na área corintiana, puxando os contra-ataques. De outra parte, Cicinho e Michel funcionaram como alas autênticos. Avançavam com ou sem a bola, criando sempre alternativas para os jogadores de armação. Por tudo isso, o Atlético-MG foi sempre superior. Acabou premiado numa cobrança de falta, aos 29 minutos. Michel bateu forte e Rubinho ainda foi traído pela barreira, que abriu. Como de hábito, o Corinthians só ameaçou reagir depos de levar o gol. Mas aí quem fez a diferença foi o goleiro do Atlético-MG. Velloso antecipou-se bem num contra-ataque de Renato, aos 39, e aos 41 desviou no reflexo um toque de Liedson na risca da pequena área. No intervalo Marquinhos acusou uma dor muscular e o técnico Geninho se viu obrigado a abolir o terceiro zagueiro. O volante Pingo entrou na equipe e deu maior qualidade no passe. Wílson, que entrou no lugar de Fumagalli, também melhorou o setor ofensivo. O Corinthians chegou a esboçar uma reação. Wílson teve a chance do empate no começo do segundo tempo, mas de novo Velloso impediu o gol corintiano. O recuo do Atlético-MG no segundo tempo foi estratégico. Marcelo Oliveira, sabendo que um contra-ataque poderia confirmar a vitória mineira, manteve sempre dois jogadores abertos. Na primeira chance, não deu outra: numa descida rápida de Kim pela direita, a bola se ofereceu para Guilherme, na marca de pênalti. Sem marcação, o artilheiro só precisou acertar o chute para fazer 2 a 0. Com 2 a 0 a seu favor, o Atlético-MG ainda teve a chance de fazer o terceiro e o quarto. Marcelo Oliveira colocou dois jogadores rápidos e descansados. Com Juninho e Alex Alves no lugar de Kim e de Tucho, jogando abertos, o Corinthians ficou preso atrás, sem ter como sair. Geninho também optou por fôlego novo, colocando Coelho no lugar de Fabrício. Tarde demais. A essa altura a derrota já estava praticamente consumada.

Agencia Estado,

30 de julho de 2003 | 23h35

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