Atlético-MG vence, sobe para sexto lugar e complica Palmeiras

Equipe paulista chegou à oitava partida seguida sem vitória no Brasileirão e se aproxima perigosamente da zona do rebaixamento

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2014 | 20h50

Já são oito jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e o técnico Ricardo Gareca ainda precisa descobrir a fórmula mágica de fazer o Palmeiras jogar bem e, principalmente, ganhar. Enquanto isso, a torcida sofre. Neste domingo, o time perdeu para o Atlético-MG por 2 a 1, no Estádio Independência, e terá uma semana livre e de muita preocupação para trabalhar. 

O problema é que o Alviverde não vence no Nacional desde o dia 22 de maio (1 a 0 sobre o Figueirense), domingo tem um clássico contra o São Paulo e o time soma apenas 14 pontos, um a mais que o Botafogo, o melhor na zona de rebaixamento. 

O termo mais usado por Gareca desde que chegou ao Palmeiras foi "Hay que melhorar". Neste domingo, mais uma vez ficou bem claro o que o treinador diz. Tanto que o goleiro Fábio foi o destaque da equipe alviverde. A quantidade de erros banais individuais do time surpreende. Os jogadores, principalmente do meio para frente, erram muitos passes e finalizações mesmo quando tentam fazer o simples.

O jogo começou bem aberto, com os dois times saindo para o jogo e aproveitando a fragilidade de marcação do rival. O Palmeiras tentava atacar pela pontas, com Allione e Weldinho, mas tinha muita dificuldade na finalização. O Atlético chegou na velocidade e demonstrou maior equilíbrio no momento de chutar ao gol.

No banco de reservas, Gareca diversas vezes demonstrou irritação com o excesso de passes errados, inclusive de Leandro, que mais uma vez foi titular, mesmo não jogando bem desde a chegada do treinador. 

Com um pouco mais de tranquilidade, o Atlético foi quem teve as maiores chances na primeira etapa, principalmente com Diego Tardelli, que mesmo longe da área teve liberdade para se movimentar entre os zagueiros e deixar a defesa alviverde perdida em campo. Até que aos 44, o atacante recebeu passe de Dátolo e na frente da área acertou um forte chute. Fábio ainda chegou a tocar na bola, mas não teve como evitar o belo gol atleticano.

No segundo tempo, o Atlético voltou mais recuado e o Palmeiras soube aproveitar. Aos 8, Allione cobrou escanteio, Felipe Menezes desviou de cabeça e Henrique dividiu com Pierre e a bola foi para o gol. Com o empate, foi a vez do Palmeiras recuar e jogar nos contra-ataques. Gareca cansou da inoperância de Leandro e colocou Mouche para ter mais velocidade, mas os erros de passe, principalmente, não permitiram que muita coisa fosse feita.

Mas o que se viu foi um time de verde que desistiu de jogar e o Atlético foi para cima. Teve uma excelente oportunidade de marcar com Jô, que saiu na cara do gol e bateu rasteiro, mas Fábio fez grande defesa. Até que, aos 42, Luan cruzou rasteiro para Dátolo, que no meio da área bateu forte e desta vez não deu para Fábio. Vitória merecida de um time que nunca desistiu do resultado. Agora, Gareca tem a semana livre para tentar fazer algo de diferente.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 2 x 1 PALMEIRAS

ATLÉTICO-MG - Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Pedro Botelho; Pierre, Josué, Guilherme (Dátolo) e Maicosuel (Luan); Diego Tardelli e Jô (André). Técnico: Levir Culpi.

PALMEIRAS - Fabio, Weldinho, Lúcio, Tobio e Victor Luis; Renato, Wesley (Josimar), Allione e Felipe Menezes; Leandro (Mouche) e Henrique (Diogo). Técnico: Ricardo Gareca.

GOL - Diego Tardeli, aos 44 minutos do primeiro tempo; Henrique, aos 8 minutos, e Dátolo, aos 41 do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Josué (Atlético-MG); Wesley e Tobio (Palmeiras).

ÁRBITRO - Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.