Rafael Arbex/Estadão Conteúdo
Rafael Arbex/Estadão Conteúdo

Palmeiras perde para o Atlético-PR em casa e sai do G-4 no Brasileiro

Time cede lugar para rival na zona de classificação da Libertadores

RAPHAEL RAMOS, O ESTADO DE S. PAULO

02 de agosto de 2015 | 13h02

A torcida do Palmeiras fez a sua parte lotou o Allianz Parque e estabeleceu novo recorde de público na arena no Campeonato Brasileiro, com 38.794 pagantes. Os jogadores, porém, não corresponderam. A vibração que sobrou nas arquibancadas faltou em campo e a equipe foi derrotada por 1 a 0 pelo Atlético-PR neste domingo. Pior: o Palmeiras foi ultrapassado pelo adversário e deixou o G-4. A distância para o líder Atlético-MG já é de sete pontos (35 a 28).

No embalo da sua torcida, o Palmeiras até que começou melhor no jogo e pressionava o Atlético-PR em seu campo defesa. A impressão era que a equipe não teria dificuldades para conseguir a vitória. A postura ofensiva da equipe, no entanto, deixava espaço para os contra-ataques do adversário e, com nove minutos, Fernando Prass já teve de fazer a primeira defesa, após Crysan aparecer sem marcação pela direita e chutar cruzado com força. 

Superior, o Palmeiras conseguia manter a posse de bola no campo de ataque, mas tinha dificuldade na criação das jogadas. Não havia conexão entre os homens de meio de campo e os atacantes e a bola não chegava “redonda” para Rafael Marques e Leandro Pereira. O Atlético-PR soube segurar o ímpeto inicial do Palmeiras e fazia muito bem a transição entre a defesa e o ataque, mesmo sem criar chances claras de gol. 

Os lances de perigo do Palmeiras também eram esporádicos, como aos 25 minutos, quando Leandro Pereira tentou de letra, mas errou a conclusão da jogada. Outra boa opção era o chute de fora da área com Robinho, mas o volante parou no goleiro Weverton e nos defensores do Atlético-PR. O calor, então, passou a castigar os atletas. A partida perdeu intensidade e o árbitro teve de paralisar o jogo para os atletas beberem água.

O Palmeiras já não conseguia mais explorar as jogadas em velocidade com Dudu e perdeu campo de jogo aos 33 minutos, quando Gabriel virou o joelho esquerdo sozinho e teve de ser substituído por Andrei Girotto. A equipe ficou sem o seu melhor marcador, encarregado de fazer a proteção à frente da defesa e dar liberdade para os homens de meio de campo.

Com exceção de uma cabeçada de Leandro Pereira, após cruzamento de Egídio, que foi pela linha de fundo, o Palmeiras não criou mais nada de efetivo no primeiro tempo.

No intervalo, o técnico Marcelo Oliveira resolveu mexer na equipe e colocou Kelvin no lugar de Rafael Marques. O time ganhou mais mobilidade na frente na tentativa de abrir espaços na defesa do Atlético-PR. 

A mudança melhorou o rendimento do Palmeiras no segundo tempo, mas o time ainda não jogava o suficiente para abrir o placar. Faltava capricho e qualidade no acabamento das jogadas. O time rondava a área do Atlético-PR sem conseguir ser efetivo. O Palmeiras não tinha, por exemplo, jogadas em profundidade pelas laterais do campo para desmontar o ferrolho montado pelo adversário.

Marcelo Oliveira ainda trocou Leandro Pereira por Lucas Barrios, mas os erros persistiram. Sem criatividade, o Palmeiras tentava jogadas previsíveis e  era facilmente anulado pelo Atlético-PR. 

Com o passar do tempo, a torcida foi perdendo a paciência e o apoio incondicional do primeiro tempo deu lugar a xingamentos a cada passe errado ou jogada mal concluída.

Depois de tanto falhar no ataque, o Palmeiras acabou vacilando na defesa. E um único erro acabou sendo fatal.Aos 31 minutos, após cobrança de escanteio de Nikão pela esquerda, Lucas cabeceou para trás e a bola sobra  para Walter empurrar para o fundo da rede.

Depois, na ânsia de buscar o empate a qualquer custo, o Palmeiras passou a jogar de forma desesperada e desorganizada. Melhor para a pequena e barulhenta torcida do Atlético-PR, que fez a festa diante de 38 mil palmeirenses, que ainda aplaudiram os jogadores após o apito final.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS - Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel (Andrei Girotto), Arouca e Robinho; Dudu, Rafael Marques (Kelvin) e Leandro Pereira (Barrios). Técnico: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO-PR - Weverton; Matheus Ribeiro, Vilches, Kadu e Sidcley; Otávio, Hernani (Deivid) e Bruno Mota; Marcos Guilherme, Crysan (Walter) e Nikão (Daniel Hernández). Técnico: Milton Mendes

Juiz - Ricardo Marques Ribeiro

Gol - Walter, aos 31 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos - Kadu, Victor Ramos  e Vilches 

Renda - R$ 3.325.090,00

Público - 38.794 pagantes

Local - Allianz Parque, em São Paulo

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