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Atlético-PR confirma grama sintética na Arena da Baixada

Falta de luz solar e excesso de umidade motivaram a mudança

Estadão Conteúdo

24 Novembro 2015 | 10h21

Depois de inovar com o teto retrátil da Arena da Baixada, o Atlético Paranaense surpreendeu ao apresentar uma mudança de impacto em seu estádio para a próxima temporada. O clube vai trocar o gramado natural por um modelo sintético, que deve ser entregue no dia 15 de fevereiro.

De acordo com a diretoria, o modelo sintético é a melhor opção para o estádio por causa das dificuldades enfrentadas com o gramado natural desde a reforma realizada para a Copa do Mundo do ano passado. Falta de luz solar e excesso de umidade, segundo o clube, estariam comprometendo a qualidade do gramado. Nos jogos do Brasileirão, é comum ver manchas de grama seca no campo atleticano.

"O gramado vai ser uma mesa de bilhar. Não vai ter buraco", garantiu o vice-presidente do Atlético-PR, Luiz Sallim Emed. "Vamos perceber que vão reduzir as lesões. Não terá depressão, buracos. O gramado vai oferecer a possibilidade de desenvolver um melhor futebol e possibilitar mais jogos. É isso que nós queremos. Além de não ter nenhum constrangimento de ter um gramado careca, como acontece em outros estádios."

As obras de mudança do gramado terão início no dia 15 de dezembro. E a entrega está marcada para 15 de fevereiro. A estreia no campo sintético será na partida do Atlético contra o Criciúma no dia 18, pela Copa Sul-Minas-Rio.

A direção do Atlético não revelou os custos da mudança do gramado. Mas informou que, com a economia obtida com a ausência de manutenção do campo natural, o investimento deve ser recuperado em um ano. "O estádio feito para a Copa de 2014 foi uma exigência da Fifa, tinha que seguir as determinações dela, então essa retirada vai trazer para frente um benefício, pois vamos reduzir os custos de manutenção. Estudos apontam que em menos de um ano conseguimos recuperar isso."

Com autorização obtida pela CBF, o Atlético garante que os rivais não terão problemas para jogar no novo campo. "Não terão que usar material especial, chuteira diferente, e temos a esperança que os outros 19 times [da Série A] mudem e passem ser adeptos da grama artificial. Não precisam ter uma preocupação dessa natureza e, sim, satisfação de jogar em um gramado com uma regularidade tremenda. O gramado que vai ser instalado é muito melhor e está no nível dos melhores gramados naturais do mundo", assegurou Luiz Botas, presidente da GV Group, responsável pela instalação do novo gramado.

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