Atlético-PR e São Paulo empatam 1º jogo

Tanto o São Paulo quanto o Atlético Paranaense estão a uma vitória simples no Morumbi, quinta-feira, para garantir o título de campeão da Copa Libertadores. No primeiro confronto da decisão contra o Atlético Paranaense não foi além do empate por 1 a 1, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, na fria Porto Alegre. O time paulista tem pelo menos uma vantagem: já conta com pelo menos 70 mil torcedores para levar a taça. "Tomamos um gol bobo no primeiro tempo. Depois criamos muitas chances e, poderíamos ter saído com a vitória. No Morumbi, vamos ter 70 mil pessoas empurrando nosso time para conquistar essa Libertadores", avisou Luizão.No primeiro tempo, o São Paulo não se encontrou. Parou na marcação pesada do Atlético-PR - 21 faltas em 45 minutos - e pouco criou no ataque. Insistiu nos cruzamentos na área, todos rebatidos pela zaga inimiga. Repertório fraco, sem a menor lucidez, de um time que se credenciou para disputar o seu terceiro título na história da Libertadores da América.A imagem que o São Paulo transmitiu foi de um amontoado de jogadores dispersos, sem a concentração necessária que a partida exigia. Do lado do Atlético, um grupo de esforçados com pleno conhecimento de seus limites técnicos. A favor, um indomável espírito de luta e entrega total.E muita dedicação. Obediência quase militar às ordens do técnico Antônio Lopes. Cicinho, Júnior e Danilo não deveriam respirar. Luizão e Amoroso, idem. Apenas os volantes Mineiro e Josué e os zagueiros tinham um pouco de liberdade.Dessa marcação implacável, nasceu o primeiro gol do jogo. Marcão roubou a bola de Cicinho no meio-de-campo, lançou o lateral Jancarlos que cruzou certeiro. Fabão escorregou e Aloísio, de cabeça, cravou sem chance para Ceni, aos 15 minutos.Depois do gol, o time paranaense se fechou ainda mais, deu chutões, colecionou faltas e rebateu todos os cruzamentos dos paulistas. O técnico Paulo Autuori não encontrou uma solução para escapar da arapuca. Deixou para resolver seus problemas no segundo tempo. "Avaliamos no começo do jogo e eles aproveitaram", comentou Rogério Ceni - uma quase penitência dos erros do seu time."Vamos insistir na marcação e explorar os contra-ataques nas costas de Cicinho", projetou Antônio Lopes no intervalo, antecipando a conduta da sua equipe nos 45 minutos do segundo tempo.Sob frio intenso, chuva persistente, os dois times voltaram com o mesmo repertório: o São Paulo levantando bola na área e o Atlético abusando das faltas.Com 7 minutos, depois de duas faltas nas laterais, os paranaenses receberam o castigo merecido. Fabão recebeu falta na ponta-direita. Júnior bateu, Aloísio desviou para o seu próprio gol. Diego rebateu e a bola foi na cabeça de Durval, que marcou contra: 1 a 1.Depois do empate, o time paulista resolveu não se expor. Recuou para sair mais organizado nos contra-ataques. E transferiu a responsabilidade para o adversário, o mandante do jogo sem casa.O Atlético-PR saiu e abriu o salão de festa para Cicinho usar o contragolpe. O lateral, aos 27, disparou pela direita e deixou Josué na cara do gol. Era questão de capricho para definir o jogo. Josué bateu de primeira e o goleiro Diego evitou o gol certo. Erro imperdoável em final de campeonato. Poderia ser gol que encaminharia o título.Apesar do gol desperdiçado, o time de Paulo Autuori não perdeu o coontrole da partida. Esteve mais presente no campo do inimigo e criou mais chances para definir o primeiro confronto da final. E quase foi castigado no finalzinho da partida com Lima que, de cabeça, mandou a bola rente a trave de Ceni. Um susto e calafrio na alma são-paulina.Passado o arrepio, o time paulista precisa apenas fazer o dever de casa, quinta-feira, no Morumbi, para vestir a faixa e levantar a taça, depois 12 anos. E o Atlético também: é só ganhar para conquistar o título que lhe será inédito.

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