Atlético-PR fez tudo o que era possível

O Atlético Paranaense reforçou a defesa e o ataque hoje para tentar reverter a decisão anunciada sexta-feira pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), de que a primeira partida da decisão da Libertadores da América, quarta-feira (06), será no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, distante cerca de 720 quilômetros de Curitiba. Não adiantou. No início da noite veio a confirmação. Foi a grande esfriada no ânimo dos funcionários que estavam levantando as estruturas tubulares e dos torcedores que fizeram uma grande fila para a compra de ingressos. Enquanto alguns diretores do Atlético deslocaram-se hoje pela manhã para Assunção, no Paraguai, onde fica a sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o governador Roberto Requião (PMDB), torcedor contido do Atlético, voltava a se pronunciar em Curitiba. "Eu acho que é questão política", opinou. "O São Paulo pressionou, não quer público, quer jogar sem a pressão da torcida." Requião também tentou reverter a situação, fazendo contato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas foi vencido. Amanhã, os secretários de Segurança Pública dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem conversar para estabelecer um plano que garanta a segurança dos torcedores na BR-101. Será praticamente inevitável que os ônibus com torcedores do Atlético e do São Paulo acabem se cruzando na rodovia ou nas lanchonetes e restaurantes. O objetivo é evitar que haja agressões mútuas. Para satisfazer a exigência regulamentar de o estádio comportar pelo menos 40 mil torcedores, o Atlético estava levantando uma estrutura tubular numa das laterais da Arena. Normalmente o trabalho demoraria entre 10 e 15 dias, mas, de acordo com um dos encarregados da obra, Laire Soller Júnior, estará totalmente pronta às 15 horas desta terça-feira, quando o Corpo de Bombeiros faria a vistoria conclusiva. A construção começou na noite de sexta-feira. Assim que foi confirmada a partida para o Beira-Rio algumas das centenas de pessoas que aguardavam na fila que se formou ao lado da Arena começaram a arrumar os colchões e barracas para voltar para casa. "Eu queria que fosse feita justiça, porque temos o melhor estádio do Brasil", lamentou o comerciante Paulo Roberto Silva. Agora pretende assistir pela televisão. Os diretores do Atlético que permaneceram em Curitiba ficaram em reunião na tarde e parte da noite. Em relação às estruturas tubulares, é possível que sejam concluídas para que mais pessoas possam ver o clássico contra o Coritiba no domingo. Afinal, já foram gastos cerca de R$ 500 mil para levantá-la.

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