Atlético-PR já sabe como se defender

O Atlético Paranaense deverá apresentar as medidas de segurança que vem tomando desde a criação do Estatuto do Torcedor para se defender no julgamento de sexta-feira, quando poderá perder até três mandos de campo na reta final do Campeonato Brasileiro, que lidera. O clube foi denunciado segunda-feira pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com base no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (deixar de prevenir ou reprimir desordens em seu estádio). A denúncia começou a ser formada no domingo à noite quando imagens do jogo entre Atlético-PR e Atlético-MG foram mostradas várias vezes na televisão apontando que alguns objetos foram jogados no campo da Arena da Baixada, em Curitiba. O Santos, vice-líder, perdeu dois mandos de campo por um copo de água jogado na cabeça do ex-treinador do Vitória, Hélio dos Anjos. "Fez-se uma campanha tendenciosa para que alguém sofresse prejuízo", afirmou o presidente do Atlético-PR, João Augusto Fleury. O presidente do STJD, Luiz Zveiter, participou por telefone do programa. "Ele nos salvou do linchamento", acentuou Fleury. "Se não fosse sua postura independente, era possível que milícias fossem chamadas para destruir a Baixada e nós seríamos banidos do futebol." Por isso, a esperança dos dirigentes atleticanos é grande em relação à absolvição. "A pressão vai ser grande, mas o tribunal e seu presidente têm postura de independência e são inatingíveis", afirmou. Apesar de considerar o prazo muito exíguo para preparar provas e amadurecer as teses a serem defendidas, Fleury, que também é advogado com experiência na área esportiva, não vê muitas dificuldades. "Não haverá tese inovadora, só verdade, transparência dos fatos", disse. "Esperamos ter ouvidos receptivos." O presidente afirmou que o clube vem investindo bastante em segurança, com pessoas treinadas, tecnologia adequada e atitudes pensadas. Segundo ele, os copos de plástico exigidos das lanchonetes são os mais leves do mercado, assim como os sacos de pipoca não podem ser colados, mas montados para que se desfaçam se forem atirados ao campo.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2004 | 17h02

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