Atlético-PR lamenta falta de confiança

Depois da quinta derrota consecutiva, a terceira na Arena da Baixada, em Curitiba, nos campeonatos que disputa, o estraçalhado Atlético-PR tenta encontrar respostas para as bisonhas apresentações. "Está faltando confiança, em razão de não virem as vitórias", reclamou o zagueiro Marcão, que iniciou o campeonato como a principal estrela do time, mas acabou entrando na decadência geral em que o Atlético foi jogado. Ele concedeu entrevista assim que saiu do campo, porque, diferente do que acontecia em outras oportunidades, da coletiva preparada pela assessoria participou apenas o meia Evandro e o técnico Borba Filho. A imagem do clima de desânimo que tomou conta do time estava estampada no semblante do meia Lima, que foi substituído no segundo tempo, apesar de estar correndo e tentando levar perigo ao gol adversário. Ele assistiu ao restante da partida encostado na porta do vestiário. E sem saber o por quê de ter saído, visto que não demonstrara cansaço. "Em todos os jogos me tiram", comentou. Mas o técnico Borba Filho enxergou cansaço. "Gostei da apresentação e o tirei porque achei que ele já tinha dado sua parcela", justificou. "Tinha cansaço aparente porque correu muito." Lanterna da competição nacional e único time a não somar pontos até agora, o Atlético encara o Cerro Porteño na quinta-feira, também em Curitiba, pela Libertadores da América. "Temos que levantar a cabeça e nos preparar para o restante da semana", registrou Marcão. Para ele, o fato de ter tomado dois gols muito rapidamente no segundo tempo, ontem, desmantelou a equipe. "Infelizmente não estamos tendo tranqüilidade para reverter o placar". É a mesma opinião de Evandro. "É preciso ter mais controle de bola", disse. "A gente marca e recua demais, quando teria que ir para cima." Com isso, acaba chamando o time adversário. "Parece que a gente fica com medo", reclamou. Mas ele acha "muito cedo" para que se comece a especular sobre a segunda divisão. "Temos que dar graças a Deus de estarmos na Libertadores", disse. Realista, reconheceu que no futebol só há dois extremos: "Tem dia que está no céu e dia em que está no inferno". Mas o Atlético já está há muito tempo no inferno e sofrendo pressão muito forte também dos torcedores. Na partida de ontem eles voltaram a protestar, sobretudo contra o diretor atleticano Mário Celso Petraglia que, durante a semana, em entrevista coletiva, tinha feito severas críticas à imprensa e à torcida como se elas fossem as culpadas pela situação do time. Os jogadores, que são os que mais precisam dos torcedores, voltaram a fazer o apelo. "Eles têm que nos apoiar aqui na Arena", repetiu Evandro. É só esperar quinta-feira para ver o que acontece.

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