Atlético-PR luta contra o baixo astral

O Atlético Paranaense não está conseguindo ficar longe do baixo astral resultante da derrota de domingo diante do Botafogo, a oitava em nove jogos do Campeonato Brasileiro e Libertadores da América. Na quinta-feira, até que a derrota para o Cerro Porteño foi mascarada coma classificação, conseguida nos pênaltis, para as quartas-de-final daLibertadores. Mas, no domingo, a realidade voltou a ser dura. A derrotapara a equipe carioca escancarou mais uma vez as deficiências do grupo. Apesar disso não há muito tempo para o técnico Antônio Lopes fazermuitos trabalhos de campo, pois na quarta-feira enfrenta o Santos pelaLibertadores. "Temos que trabalhar a parte psicológica", disse Lopes."Vamos fazer algumas reuniões para trabalhar a cabeça dos jogadores."Como tinha feito após a partida contra o Cerro Porteño, à qual somenteassistiu, o técnico voltou a elogiar o grupo pelo espírito de luta. Masna técnica há muito a ser feito. "Vamos ter que trabalhar bastante, masvamos conseguir sair desta situação", prometeu. O trabalho psicológico visa dar tranqüilidade aos jogadores. "Àsvezes a gente está ansioso demais, queremos fazer a jogada antes dedominar a bola", reconheceu o meia-atacante Lima. "Mas o grupo está comcabeça boa e a gente está querendo fazer o resultado dentro de casa,para na próxima partida jogar a responsabilidade para cima deles." No aspecto técnico, Lopes deve insistir para que a marcação sejamais eficiente, evitando que o time se acostume a sair atrás no placar.A expectativa volta-se para o Departamento Médico, onde Dagoberto eFernandinho, os principais remanescentes do elenco do ano passado,ainda se recuperam de contusões. A diretoria continua garantindo quetrabalha para reforçar o elenco, mas de concreto nada apareceu atéagora. Apesar da decepção no Brasileiro, o Atlético melhorou o rankingparanaense na Libertadores, chegando às quartas-de-final. Além dosjogadores, os torcedores também acreditam que podem ir mais à frente.Nas bilheterias da Arena da Baixada um grupo de torcedores chegou aindana noite de domingo. Quando a venda começou ontem pela manhã haviacerca de 1,5 mil pessoas na fila. "Apoio não vai faltar", garantiu o estudante Emerson Costa. "Depois do heroísmo e do estilo ´copeiro´ da quinta de Corpus Christi, todos temos em mente que avançar às semifinais não é tarefa impossível", escreveu o publicitário Juliano Ribas de Oliveira no site furacão.com.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.