Atlético-PR preocupado com emocional

Na última partida do Campeonato Brasileiro, com possibilidade de conquistar o título, mas dependendo de outro resultado, e enfrentando o Botafogo, que também busca a vitória para escapar do rebaixamento, o fundamental para o Atlético Paranaense não é mais o esquema tático ou a perfeita eficiência técnica dos atletas no jogo deste domingo, às 16 horas, na Arena da Baixada, em Curitiba. "A maior dificuldade vai ser a parte emocional", prevê o técnico Levir Culpi.E ele vem trabalhando com isso desde o início da semana, tendo longas conversas com os jogadores. E garante que estão preparados. "Mas será um domingo em que vamos ter emoções muito fortes porque os placares vão sendo alterados", diz. Culpi sabe que não será possível impedir que os jogadores saibam dos outros resultados."Isso é automático. Não tem como em um estádio de futebol ficar longe dos resultados, ainda mais na última rodada quando eles interessam", salienta. "Vai vencer quem tiver mais equilíbrio emocional."Entre os jogadores há alguns como o zagueiro Rogério Corrêa, que preferem ficar alheios aos outros resultados. "Mas às vezes dá para saber pela reação da torcida", diz. Já o também zagueiro Marcão diz que o resultado dos adversários não alteram seu desempenho em campo. "Se ficar pensando no jogo de lá (Santos e Vasco), acaba esquecendo de jogar aqui", afirma. "E o Botafogo vem para o jogo da vida deles, por isso é preciso respeitá-los." O ala esquerdo Ivan confessa que vai ficar de olho na torcida."Quando gritar é porque vai estar acontecendo algo bom para a gente e nós vamos mais ainda para cima do Botafogo para tentar o título", espera. O zagueiro Marinho também estará com um olho na bola e outro na torcida. "A reação dos torcedores vai dar a noção do que estará acontecendo em São José do Rio Preto", diz. Não perder a concentração no jogo da Arena é a orientação do atacante Washington."Temos que estar ligados em nossa partida, construir nossa vitória para depois pensar no resultado do Santos e Vasco", acentua.A intenção de todos é apenas a vitória contra o Botafogo. "Nossa primeira meta é não apagar a imagem que construímos o ano inteiro, fazendo uma grande partida, um grande espetáculo e proporcionando que a torcida saia feliz", afirma. Após iniciarem a semana com o astral baixo e poucas brincadeiras os jogadores conseguiram superar a decepção de serem ultrapassados pelo Santos. O bom trabalho do ano vem sendo ressaltado por todos. Fruto do esforço do técnico em levantar a auto-estima."Independentemente do título, o trabalho é de qualidade é vitorioso, com os jogadores prata-da-casa revelados no cenário nacional e mundial", elogia o zagueiro Marinho. "Num campeonato que todos dizem ser o mais difícil do mundo, se terminarmos em segundo lugar não tem porque ficar triste, tem é que elogiar a diretoria, a comissão técnica e os jogadores porque atrás de nós vão ficar 22 equipes." Mas a confiança no título ainda é ressaltada."Resta uma esperança e até acabar o jogo temos que pensar no título", diz o ala Ivan. "Vamos com tudo para conseguir a vitória." Mesmo porque se o Atlético perder e o São Paulo vencer o Goiás o segundo lugar passará para o time paulista.O apoio da torcida deve ser fundamental para os jogadores. Até a tarde de sexta-feira tinham sido vendidos cerca de 20 mil ingressos, restando apenas os de preço mais elevado: R$ 60,00. "Como bom atleticano, não desistimos nunca", disse o secretário da torcida Fanáticos, Maurício de Paula e Silva. Segundo ele, a torcida vai incentivar até o final. "Temos que parabenizar o time, porque já é uma vitória estar disputando o título depois de 45 rodadas." Se o título não vier, a comemoração será no bar da sede da torcida organizada. Mas se o bicampeonato for garantido tomará as ruas da cidade.Na formação da equipe nenhuma novidade, apesar dos treinos sem a presença de jornalistas que realizou durante toda a semana. Haverá apenas o retorno do meia Jadson, que cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Com isso, Fernandinho retorna à posição de ala direito, saindo Raulen do time.

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