Atlético-PR promete final na Arena

A primeira partida da decisão da Libertadores da América entre Atlético Paranaense e São Paulo deve ser na Arena da Baixada, em Curitiba. A direção do Atlético iniciou nesta sexta-feira à noite mesmo a construção de uma estrutura metálica na lateral do estádio. O primeiro trabalho é destruir o muro que separa o campo de um colégio. Com isso, o estádio passará a ter mais 16 mil lugares, que se somarão aos 25 mil já existentes. Uma das exigências da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para as finais é capacidade mínima para 40 mil torcedores.Mas apenas a construção da arquibancada não é garantia de que o jogo será lá. No início da noite de ontem, o diretor técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgílio Elísio, enviou um ofício à Federação Paranaense de Futebol (FPF), pedindo que até o fim da tarde de terça-feira seja transmitido à entidade um documento do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) liberando a obra e um laudo técnico da Polícia Militar.O que não é visto como problema. "Em se confirmando tudo o que fizemos hoje teremos uma grande festa na quarta-feira", disse o presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, um dos que intermediaram as negociações entre Atlético, CBF e Conmebol. A mesma empresa que já tinha construído as arquibancadas metálicas para o jogo entre Brasil e Uruguai, no Estádio do Pinheirão, ficou responsável por levantar a nova estrutura na Arena.A negociação para que a partida final fosse em Curitiba começou na quinta-feira. O presidente do conselho gestor do Atlético, João Augusto Fleury da Rocha, não viajou ao México para cuidar do assunto. A prioridade era a liberação da Arena. "Não liberar seria injusto para os torcedores neste jogo histórico", argumentou Rocha. Mesmo porque o presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, havia divulgado uma nota em que dizia que o Estádio Couto Pereira só comporta 35.759 torcedores.Para mudar de cidade o regulamento da competição exige que a comunicação seja feita com dez dias de antecedência. Mesmo assim, o secretário de Esportes de Cascavel, no oeste do Paraná, Pedro Litron, enviou um ofício à FPF cedendo gratuitamente o Estádio Olímpico, com capacidade para 45 mil pessoas.A preocupação enfrentada para resolver esse problema pode levar o clube a tentar apressar a solução de um litígio que já dura dez anos.Para terminar a Arena, o Atlético precisaria tomar posse do terreno que hoje está ocupado pelo colégio. Ele pertence parte ao Atlético e parte a um empresário curitibano, que reclama haver uma defasagem no pagamento dos aluguéis, somando uma dívida em torno de R$ 8 milhões.Por querer uma solução, o Atlético até poderia abrir mão dos valores, mas por enquanto esbarra no interesse do empresário, que disputa com o colégio na Justiça.

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