Atlético-PR quer superar a má fase

Os torcedores do Atlético Paranaense, que vibraram com a conquista do título inédito de campeão brasileiro em 2001, depois disso quase só tiveram decepções com o time. A esperança é que desta vez possam novamente vibrar com as cores rubro-negras. Mas a perspectiva não é boa. A diretoria prevê poucas contratações, mantendo a base do time que não conseguiu chegar sequer às semifinais do Campeonato Paranaense este ano. "Ainda estamos na expectativa do acerto de televisão", disse na quarta-feira o presidente do clube, Mário Celso Petraglia. É a partir dessa definição e do resultado da promoção de vendas de carnês a R$ 207 para as 23 partidas que serão disputadas na Arena da Baixada que o clube pensará em contratações. "Talvez um, dois ou três jogadores", afirmou o dirigente. "Nós sabemos quais as posições em que precisamos." Mas ele não divulga qual o volume de recursos que o clube está disposto a investir. Até agora, dois jogadores foram contratados: o meia Luciano Santos, ex-Ituano, e o atacante húngaro Tuske. Desde a conquista nacional, o Atlético vem tentando se reestruturar em campo, mas não encontrou o ponto de equilíbrio. No ano passado, foi mantido praticamente o mesmo time campeão e só colheu fiasco, ficando nas últimas colocações na Copa dos Campeões e na Libertadores da América, e numa posição intermediária no Brasileiro. O único título foi o de supercampeão paranaense. Este ano, a diretoria decidiu dispensar os ídolos da conquista de 2001 e apostou em alguns jovens das categorias de base. Ainda não conseguiu nada, apesar de ter trazido o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, que teve boa passagem pelo clube em anos anteriores. Algumas promessas do ano passado continuam sendo promessas até agora, como o atacante Dagoberto, enquanto o pentacampeão Kléberson não faz no Atlético nem metade do que apresenta na seleção brasileira. Para piorar as coisas, a mística da Arena da Baixada, estádio com capacidade para 30 mil torcedores, também não existe mais depois das derrotas para o Maringá por 3 a 2, que foi fundamental para a má jornada no Paranaense, e para o Sport Recife, pelo mesmo placar, na Copa do Brasil. O time-base deve ter Diego; Igor, Daniel e Rogério Corrêa; Alessandro, Cocito, Kléberson, Adriano e Fabrício; Ilan e Dagoberto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.