Atlético-PR tenta identificar vândalos

O impacto da imagem do técnico do Coritiba, Antônio Lopes, ao ser atingido por um objeto no final do jogo de domingo, em que o Coritiba tornou-se bicampeão paranaense ao vencer o Atlético Paranaense, foi maior do que o gesto em si. Pela imagem tratou-se de um rolo de papel, provavelmente com uma pilha dentro. Experiente, o técnico agachou-se dentro do campo, esfriando o adversário que, àquela altura, pressionava para conseguir o gol que tiraria o título do Coritiba. Logo depois do jogo, Lopes mesmo desfez a preocupação. "Não foi nada grave. Só ficou um pequeno galo", afirmou a um dos repórteres de Curitiba. A outro ele apenas disse um enigmático: "Faz parte". O que não fazia parte era a selvageria que foi vista depois do apito final. Temendo que pudesse acontecer problemas com os torcedores do Coritiba, a diretoria não tinha colocado cadeiras nas arquibancadas reservadas aos visitantes. No entanto, a destruição partiu dos próprios torcedores atleticanos. Um grupo destruiu um grande número de cadeiras que foram recém-colocadas para se adequar ao estatuto do torcedor. "Esses vândalos não sabem o que custou ao Atlético o esforço financeiro para disponibilizar a eles um conforto que é digno da Alemanha, da Inglaterra e da Itália", esbravejou o vice-presidente do conselho deliberativo, Antônio Carlos Bettega. "Aqui dentro lutarei contra eles." O clube deu queixa na delegacia e conta com imagens das câmeras da Polícia Militar e do circuito interno para identificar os vândalos.

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