Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Atônitos, atletas do Brasil lamentam queda precoce; Neymar e Fernandinho se calam

Seleção brasileira dá adeus ao Mundial após derrota para a Bélgica, nas quartas de final

Leandro Silveira e Marcio Dolzan, enviados especiais / Kazan, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 21h50

A derrota para a Bélgica e a consequente eliminação do Brasil na Copa do Mundo abateram os jogadores da seleção brasileira de diferentes formas nesta sexta-feira, em Kazan. Como aconteceu em todos os jogos deste Mundial, eles ficaram mais de duas horas no vestiário após o confronto antes de deixarem o estádio.

+ Para CBF, Tite continuará sendo o técnico da seleção mesmo após queda na Copa

+ Abalado, Gabriel Jesus lamenta Copa sem gols: 'Tiraram um pedaço de mim'

Na saída, alguns, como Neymar e Fernandinho, preferiram não dar entrevistas. Outros, como o lateral-esquerdo Marcelo, lamentaram muito a queda por 2 a 1. "Foi uma noite horrível para mim", afirmou o jogador do Real Madrid.

Marcelo voltou ao time após ficar quase dois jogos inteiros afastado devido a um espasmo muscular na região lombar, sofrido no início da partida com a Sérvia. Nesta sexta-feira, o jogador teve boa atuação ofensivamente, mas deixou muitos espaços na defesa, em especial no primeiro tempo.

Antes de deixar a Arena Kazan, o jogador parecia atônito. "O sentimento é ruim. Um mês e meio tentando buscar nosso sonho... É chato, uma noite horrível para mim", comentou Marcelo. "A gente tem que seguir, tem que ser forte, mas é difícil tentar pensar em outra coisa."

Na avaliação dele, o fato de a derrota ter vindo "com muita entrega" no segundo tempo não ameniza o sentimento ruim de deixar a Copa do Mundo. "O resultado não veio, às vezes o futebol é injusto, às vezes pro seu lado, às vezes pro adversário", considerou. "Mas eliminação dói de qualquer jeito."

Autor do gol que deu esperança de uma reação brasileira, Renato Augusto, como de hábito, foi solícito. Mesmo assim, não escondeu o abatimento. "Estou triste. É difícil dizer qual é o real sentimento. Hoje, entendo o que outros jogadores sentiram em outras Copas do Mundo", lamentou o jogador do Beijing Guoan. "É um sofrimento dobrado, de jogador e também o pessoal, porque também sou torcedor", disse o meio-campista, que dificilmente voltará a disputar um novo Mundial.

 

Willian, por sua vez, parecia mais resignado, apesar de também se dizer muito frustrado. "Nosso objetivo era chegar à final, mas parou por aqui. Só nós sabemos o quanto estamos tristes", afirmou o meia do Chelsea. "Temos que levantar a cabeça. Fizemos de tudo para que o Brasil se classificasse, mas não deu."

Para o volante Paulinho, que nesta sexta-feira foi substituído por Renato Augusto aos 28 do segundo tempo, sua atuação em campo foi boa, mas ele e o restante do grupo precisam "assumir a responsabilidade pela eliminação" diante da Bélgica. "Pecamos em alguns minutos na primeira etapa, o que acabou acarretando nisso", considerou.

Titular com Tite, Paulinho não terminou nenhum dos cinco confrontos nesta Copa do Mundo. Em todas as partidas, ele acabou substituído por cansaço. Apesar disso, o atleta negou que tenha atuado abaixo de suas melhores condições físicas. "Eu vim de dois anos sem férias, mas isso não significa que não estivesse 100% para os jogos."

Para Paulinho, a derrota acabou sendo injusta. "Temos que dar méritos à seleção da Bélgica, mas no geral, pelo volume, foi injusto", disse o jogador.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.