Alex Alves/Estadão
Alex Alves/Estadão

Atrasos são problema maior que goleada no São Paulo

Venda de Rodrigo Caio é esperança para quitar débitos do Tricolor

O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 07h00

Esfriar a cabeça após a goleada sofrida para o Palmeiras não é o único problema no São Paulo nesta segunda-feira. O Tricolor do Morumbi vê novamente o fantasma dos salários atrasados ser assunto dos jogadores após um resultado insatisfatório. Para piorar, a venda de Rodrigo Caio, visto como possível salvação momentânea nas contas do clube, está emperrada devido a complicações entre jogador e empresários.

"O que acontece é que existe uma discussão com o que foi prometido para ele. Vou falar com os seus empresários para ver se resolve. É uma questão que está entre o Rodrigo e os empresários dele. A venda vai ser boa para ele e para o São Paulo, porque precisamos de dinheiro", explicou o vice-presidente de futebol do clube, Ataíde Gil Guerreiro. Além disso, haveria uma questão física com o volante. "Clinicamente ele está recuperado do problema no joelho. Combinamos que além do médico do Valencia ele faria também exames com dois especialistas na Europa, o primeiro ele já passou e está aprovado", disse o cartola. Rodrigo Caio passou por duas cirurgias no joelho. Na última, ficou sete meses afastado dos gramados. 

As contas do São Paulo estão longe de fechar no verde. No ano passado, o clube fechou com um déficit de R$ 160 milhões e um aumento de 62% no endividamento bancário. O patrocínio master está vago desde julho do ano passado, quando a Semp Toshiba deixou o espaço. 

Os problemas financeiros estão refletindo diretamente no salário dos jogadores, que estariam pelo menos dois meses atrasados. Após a goleada, questionados sobre a situação, os jogadores confirmaram o débito, mas garantiram que isto não tem influenciado dentro de campo, mesmo após os dois últimos resultados insatisfatórios: a derrota no clássico e o empate em casa contra o Avaí (1 a 1).

"Claro que atraso existe, o próprio presidente admitiu mas em momento nenhum estamos deixando de jogar por isso", afirmou o volante Souza. "Vamos pagar quando tivermos dinheiro", disse Ataíde Gil Guerreiro.

Já Alexandre Pato, que chegou a entrar na Justiça para cobrar os direitos, também falou sobre o assunto, mas garantiu: quer ficar no São Paulo.

"Eu fui buscar os meus direitos, isso pessoalmente,  sou eu que contratei o advogado.  Eu não falo pelos outros mas acho que não esta alterando em nada. Eu pessoalmente só tento jogar. Meu foco é no futebol", afirmou. "Quero ficar no São Paulo, meu objetivo é ficar", disse. O contrato do atacante vai até dezembro e caso o Tricolor queira ficar com o jogador terá que desembolsar um dinheiro considerável, algo raro nos últimos tempos no Morumbi.

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