Atuação do juiz revolta a Portuguesa

A Portuguesa estava desesperada com a arbitragem de Tadeu Bosco da Cruz. No vestiário, o técnico Luiz Carlos Martins e o goleiro Gléguer serviram de porta-vozes para o restante do elenco. Um pouco mais calmos depois da arbitragem polêmica de Tadeu Bosco da Cruz, evitavam criticar o juiz e jogavam a responsabilidade de análise para a imprensa. ?Eles (árbitros) são preparados para isso, recebem para isso e nós esperamos que entrem em campo para fazer uma boa arbitragem. Do banco de reservas é muito longe para analisar qualquer lance", minimizava o treinador Luiz Carlos Martins. ?Só acho que o juiz deveria ter maior jogo de cintura. Com o placar empatado por 3 a 3, aos 48 minutos, é só encerrar e pronto." Gléguer, apontado por Marcos como o melhor jogador do clássico, também evitava criticar abertamente o árbitro para não sofrer qualquer punição do STJD. ?Não vou analisar para evitar complicações. Não é fácil defender dois pênaltis e não valer nada. Depois que ele mandou voltar a cobrança, eu disse que ia me adiantar, defender a cobrança e ver se ele teria peito de mandar voltar novamente.? A diretoria da Portuguesa ainda não decidiu o que irá fazer contra o árbitro Tadeu Bosco da Cruz. Mas Luiz Carlos Martins espera que os dirigentes não deixem o caso passar em branco. ?A diretoria é inteligente, mas não vou questionar que atitudes eles devam tomar." O atacante Müller e o volante Ricardo Lopes eram os mais exaltados."Isso já é uma coisa comum. Esse juiz fez verdadeiros absurdos contra a Portuguesa", esbravejava o veterano. ?Eu tive que me controlar para não bater nesse juiz", revelou Ricardo Lopes. Alguns torcedores da Portuguesa prometiam sair do Parque Antártica direto para a delegacia mais próxima para abrir um Boletim de Ocorrência contra o árbitro e seus auxiliares, baseado no Estatuto do Torcedor.

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