Divulgação / Cruzeiro
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Atual gestão deixará Cruzeiro em maio após retirada de candidatura à presidência

Emílio Brandi seria o candidato que representaria o grupo de empresários que assumiu o clube no final de 2019 em mandato tampão

Leandro Silveira, Estadão Conteúdo

04 de abril de 2020 | 20h16

A passagem pela gestão do Cruzeiro dos membros do Núcleo Dirigente Transitório, grupo de empresários que assumiu o comando do clube no fim de 2019, chegará ao fim em maio. Afinal, Emílio Brandi, um dos seus membros, decidiu retirar a candidatura à presidência da equipe, agendada para 21 de maio.

A posse do próximo presidente do Cruzeiro está prevista para 31 de maio. E ele deverá ser Sérgio Santos Rodrigues, que agora se tornou o único candidato para a eleição de um mandato "tampão", que terminará ao fim de 2020. O clube já tem outra votação, agendada para outubro, em uma gestão que irá de janeiro de 2021 até dezembro de 2023.

Brandi é o responsável pela gestão das áreas comercial e administrativa do Cruzeiro. E o plano do Núcleo Dirigente Transitório era de que ele ficasse à frente da presidência até o fim do ano. Mas o fato de a existir outra candidatura ao cargo levou o grupo a desistir da disputa.

"A ideia era continuar até o final do ano para continuar estruturando o clube ao novo presidente para as eleições do final do ano", afirmou Saulo Fróes, presidente do Cruzeiro, em contato com a reportagem do Estado. "Existe uma corrente antiga que deseja eleições agora e apoia um candidato. Visando evitar uma eleição agora e outra no final do ano que iria dividir o clube, resolvemos retirar nosso candidato em defesa do Cruzeiro, e encerrar assim nosso ciclo", acrescenta.

A candidatura de Santos Rodrigues tem o apoio de dois ex-presidentes do clube, Zezé Perrella e Gilvan de Souza Tavares. "O candidato único é ligado as facções antigas e temos receio dessas ligações mas torcendo para manter a mesma seriedade e compromisso que estabelecemos", diz Fróes.

A eleição presidencial do Cruzeiro, porém, ainda está em dúvida, por causa do surto de coronavírus. Santos Rodrigues, que agora será aclamado para o cargo, defende que ela seja virtual caso não haja possibilidade de a votação ocorrer na sede do clube, uma possibilidade que chegou a ser rejeitada pela atual gestão, mas que agora já é vista como possível.

A gestão do Núcleo Dirigente Transitório teve início em 23 de dezembro, após a renúncia da administração Wagner Pires de Sá. O time enfrenta graves problemas financeiros e foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro em 2019. "Nosso trabalho é reconhecido por todos, tiramos o clube da falência e retomamos a credibilidade. Para que uma eleição agora e outra no final do ano?", questiona Fróes, lamentando a disputa política no clube. 

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