Aumenta a dança de técnicos neste ano

Telê Santana é sinônimo de São Paulo; Luiz Felipe Scolari, de Grêmio e Palmeiras. Há pouco tempo, Antônio Lopes ainda tinha grande ligação com o Vasco. E hoje, qual técnico tem relação mais forte com um clube de futebol? Nenhum. A troca de comando nas equipes virou rotina. Só neste fim de semana, quatro treinadores caíram: Paulo Bonamigo, no Palmeiras; Paulo Campos, no Paysandu; Édson Gaúcho, no Goiás; e Dário Lourenço, no Vasco. Em 12 rodadas do Nacional, foram 15 substituições, a impressionante marca de 1,25 por jornada. Se a matemática nesta triste realidade do futebol continuar, em dezembro, quando o Campeonato Brasileiro terminar, nada menos que 52 treinadores terão mudado de clubes. Por enquanto, o Goiás é o recordista nesta edição do Nacional: 3 técnicos. Após o vexame de sábado, ao ser derrotado pelo Brasiliense por 3 a 1 em pleno Serra Dourada, Édson Gaúcho - já havia substituído Péricles Chamusca - perdeu o cargo. Geninho chega prometendo dias melhores. Assim como Renato Gaúcho no Vasco. Será? Emerson Leão, campeão paulista em abril com o São Paulo, pretendido por Corinthians e muito comentado no Santos, apresentou-se nesta segunda-feira ao Palmeiras, após breve passagem pelo Vissel Kobe, do Japão. Ele substitui Bonamigo, demitido após série de insucessos. Seu ciclo encerrou-se com os 2 a 1 para o Fortaleza, no Palestra Itália. Leão assinou até dezembro de 2006. Conseguirá cumprir o contrato até o fim? Isso só o tempo dirá. De certo é: ficar num clube por um ano tornou-se fato raro. Alguns conseguem 6, 7 meses. Outros, com menos sorte, usam a tradicional desculpa de "futebol é feito de resultados e eu não os consegui", para justificar a saída após poucos jogos. Chamusca, o do Goiás, hoje está no Botafogo, que foi de PC Gusmão, agora no Cruzeiro. Antônio Lopes trocou o Coritiba pelo rival Atlético-PR. E as demissões podem ter seqüência nesta rodada de meio de semana. O Atlético-MG, acredite se quiser, liderou o Brasileiro nas duas primeiras rodadas. Hoje, é o lanterna e novo tropeço pode significar a queda de Tite. Marco Aurélio, no Figueirense, também corre riscos. Celso Roth ganhou fôlego no Flamengo ao vencer o clássico contra o Vasco por 1 a 0. Até... São raras as trocas de técnico que significam reabilitação. Mas existem. Paulo Autuori assumiu o São Paulo e conquistou a Libertadores. Márcio Bittencourt entrou na vaga do badalado Daniel Passarella e levou o Corinthians à 5ª posição. Manter o comando, contudo, hoje dá mais sucesso. Que digam a líder Ponte Preta, de Oswaldo Alvarez, o Internacional de Muricy Ramalho, em 2º, o Santos de Gallo, em 3º e o Fluminense de Abel Braga, o 4º.

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