Ausência de Aimar vira tema central em reunião argentina

A ausência do meia Pablo Aimar, do Valencia, virou o assunto principal da convivência de dois dias que a seleção argentina encerra nesta terça-feira, num antigo convento carmelita transformado em hotel de luxo em Boadilla del Monte, na região metropolitana de Madri. O técnico José Pekerman teve de afirmar que não tem nenhum problema pessoal com o jogador, que no mês passado ficou alguns dias internado por causa de uma meningite virótica. "É como a ausência de muitos outros, não há nada de especial, a esta convivência não define nada", afirmou o treinador. Também ficaram de fora medalhões como o ala Javier Zanetti e o zagueiro Walter Samuel, ambos da Inter de Milão. Outros jogadores, como os corintianos Tevez e Mascherano, não foram chamados por causa de seus compromissos com o time. O zagueiro Ayala, companheiro de Aimar no Valencia e capitão da seleção, afirmou que ainda acredita na presença do meia entre os 23 convocados, que Pekerman anuncia apenas no dia 15. "Ele é uma entre muitas opções", disse. A convivência, que reuniria 16 jogadores para avaliações médicas e físicas e palestras com Pekerman e a comissão técnica, teve uma baixa: Riquelme, que viajou para a Argentina para acompanhar o atacante Delgado, do Boca Juniors, cujo pai morreu recentemente. O meia do Villarreal teve de desmentir, em Buenos Aires, rumores de que teria problemas de relacionamento com o treinador da seleção. "Tem muita gente que, de repente, não gosta de mim, e que sempre espera a hora certa para me meter em confusão, mas desta vez exageraram. Delgado é meu melhor amigo, é como meu irmão, e o mínimo que posso fazer é estar com ele neste momento", declarou Riquelme, que garantiu ter viajado com o consentimento de Pekerman.

Agencia Estado,

09 Maio 2006 | 10h20

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