Bruno Cantini/ Atlético-MG
Bruno Cantini/ Atlético-MG

Ausência de estrelas aumenta incerteza na briga pela artilharia do Brasileirão

Homem a ser batido é Fred, que marcou 14 gols na competição

Estadão Conteúdo

11 de dezembro de 2016 | 08h50

Sem a presença em campo na última rodada do Campeonato Brasileiro de grandes nomes como Fred e Robinho, do Atlético Mineiro, Grafite, do Santa Cruz, e Gabriel Jesus, do Palmeiras, liberado para férias antes de se apresentar ao Manchester City, a briga pela artilharia do torneio ficou restrita e envolve jogadores que nunca chegaram perto da ponta. O homem a ser batido é Fred, com 14 gols, 12 pelo Atlético-MG e dois pelo Fluminense.

Na luta direta para conquistar este feito importante para a carreira aparecem quatro jogadores: Diego Souza, do Sport, e William Pottker, da Ponte Preta, com 13 gols, seguidos por Sassá, do Botafogo, com 12, e Marinho, do Vitória, com 11 gols. Nenhum deles já foi artilheiro do Brasileirão, mas nesta semana Marinho se consagrou como artilheiro da Copa do Brasil com seis gols.

OS COTADOS

 Diego Souza é o mais experiente, com 31 anos, e passagens por grandes clubes como Palmeiras e Flamengo. O meia, especialista em cobrança de faltas, vai ter a missão de comandar o Sport diante do Figueirense e precisando de, pelo menos, o empate para se livrar do rebaixamento. O jogo será na Ilha do Retiro, no Recife. O time pernambucano está em 16.º lugar, tem 44 pontos, dois a mais do que o Internacional. O Figueirense já caiu para a Série B.

Quem também tem 13 gols é William Pottker, jovem de 22 anos, 1,80m e que marca gols de cabeça, mas que tem como pontos fortes o arranque e o chute cruzado. Ele atingiu a marca em 30 jogos, embora não tenha sido titular em vários deles, ficando como opção no banco. Pottker completa 23 anos em 22 de dezembro e espera ter um Natal gordo. A Ponte Preta recebe em Campinas o Coritiba, com um time misto.

Outro jovem na briga é Sassá, alvo de contestação no Botafogo. Com 22 anos - completa 23 no dia 11 de janeiro -, ele vai enfrentar o Grêmio, campeão da Copa do Brasil, em Porto Alegre.

Corre por fora, por ter 11 gols, o baixinho - 1,68m - Marinho, que vai defender o Vitória diante do campeão Palmeiras, em Salvador. O time baiano, com 45 pontos em 15.º lugar, ainda precisa de um ponto para escapar da queda.

MAIORES ARTILHEIROS

Fred, que lidera a artilharia, foi maior goleador nacional em duas oportunidades pelo Fluminense. Em 2012, com 20, e 2014, com 18 gols. Ano passado o artilheiro foi Ricardo Oliveira, do Santos, com 20 gols. Nesta temporada ele tem dez gols.

O maior artilheiro da "Era dos Pontos Corridos" é Washington, que é inclusive o recordista com 34 gols em 2004, pelo Atlético-PR, e depois também liderou a artilharia pelo Fluminense, em 2008, com 21 gols, na época ao lado de Kléber Pereira, do Santos, e Keirrison, do Coritiba. Washington foi revelado pelo Caxias-RS, mas ganhou destaque na Ponte Preta, onde foi artilheiro da Copa do Brasil de 2001, com 11 gols, e chegou até a seleção brasileira.

Esta disputa mostra uma mudança de perfil. Ao contrário do que acontecia antigamente, quando um jogador se destacava na artilharia, com mais de 20 gols, agora a responsabilidade de balançar as redes está dividida.

No Atlético Mineiro, por exemplo, Fred e Robinho têm 12 gols. O Santos tem três goleadores com 10 gols: Ricardo Oliveira, Vitor Bueno e Copete. No Santa Cruz, Grafite tem 13 gols e Keno dez. O campeão Palmeiras desponta com Gabriel Jesus com 12, mas os outros gols estão bem distribuídos como Jean e Dudu, com seis gols cada além de Cleiton Xavier, Vitor Hugo e Mina com quatro cada. Pottker fez 13 pela Ponte Preta, que teve Roger com oito e Felipe Azevedo com cinco. Já Sassá fez 12 gols e Neilton marcou oito pelo Botafogo. No Vitória, Marinho fez 11 e Kieza, nove.

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