Natacha Pisarenko/AP
Natacha Pisarenko/AP

Ausência de Neymar força espécie de 'hora da verdade' na seleção

Time terá de mostrar personalidade e assumir a responsabilidade

GONÇALO JUNIOR E ALMIR LEITE, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2015 | 21h04

A ausência de Neymar vai forçar uma espécie de hora da verdade na seleção brasileira. Sem o craque do time, o jogador que normalmente resolve, será hora de o restante dos atletas mostrarem personalidade e assumirem a responsabilidade de levar a equipe a obter bons resultados. Afinal, como diz o técnico Dunga, ele não lida com meninos e sim com homens.

"O que a gente quer é que os jogadores tomem decisões. Não queremos meninos, queremos homens. Eles representam o Brasil no mundo inteiro", disse Dunga em entrevista neste sábado. "Podem até errar, mas precisam tomar decisões".

O treinador diz que o objetivo da comissão técnica é que os jogadores cresçam não só como atletas, mas como homens. Por isso, garante, eles têm liberdade para se expressarem. No entanto, apesar do discurso, desde o início da preparação os jogadores evitaram falar sobre o escândalo que atingiu a cartolagem do futebol mundial, envolvidos em casos de suborno, atingindo também a CBF - o ex-presidente José Maria Marin, por exemplo, está preso na Suíça.

Comportar-se como homem na seleção brasileira vale para os jogadores dentro e fora do campo. Por isso, Dunga diz que mesmo sem Neymar, a equipe tem plenas condições de vencer a Venezuela neste domingo. "Temos equipe para nos classificar", disse. "Vamos sofrer em todas competições e temos de ter maturidade quando as coisas não estão dando certo. Temos de corrigir".

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