Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Ausência na Libertadores foi a gota d'água para queda de Oswaldo no Corinthians

Roberto de Andrade cedeu a pressão para demitir o treinador

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2016 | 07h01

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, cedeu à pressão e demitiu o técnico Oswaldo de Oliveira. O dirigente tentava segurar sozinho o treinador, mas ficou sem argumentos após a equipe perder para o Cruzeiro, no domingo, e não conseguir uma vaga na próxima edição da Libertadores. Oswaldo ficou apenas nove jogos no comando da equipe.

Pessoas ligadas ao presidente afirmaram ao Estado que a decisão pela saída do treinador teve mais componentes políticos do que propriamente técnicos. É verdade, porém, que Oswaldo teve desempenho ruim. Em nove jogos, o Corinthians teve três derrotas (entre elas, uma goleada por 4 a 0 para o São Paulo), quatro empates e apenas duas vitórias. 

Roberto de Andrade sabe que se mantivesse o treinador no cargo, sua situação ficaria ainda mais delicada. O dirigente passa por um processo de impeachment - a suspeita é de que ele teria cometido fraude ao assinar documentos já como presidente, mas antes de assumir o cargo. Além disso, na noite de quinta-feira houve a reunião do Conselho Deliberativo para tratar sobre o orçamento do ano que vem e o dirigente precisava ‘agradar’ aos conselheiros e recuperar parte da credibilidade perdida.

Incomodado com a situação, Roberto nega que tenha demitido o treinador por pressão política, mas admite que pode ter tomado uma decisão que agrade aos seus aliados. “Sempre atrapalha esse problema, nunca é bom, mas a gente procura separar a política do trabalho. Se todo mundo estava contra o Oswaldo, e eu estou tirando o Oswaldo, acho que estou agradando. Mas não fiz isso para agradar ou por pressão política. Fiz para o bem do Corinthians”, disse o dirigente. 

Oswaldo de Oliveira decepcionou o presidente. Roberto apostava na conquista de vaga para a Libertadores, principalmente após o Brasileiro mudar de G-4 para G-6. “Trouxemos o Oswaldo porque acreditávamos na competência dele. Sabíamos que não daria para fazer muita coisa nesse curto espaço de tempo, mas a resposta dada nesses dois meses de trabalho não foi nem o mínimo que esperávamos”, disse o dirigente. 

Próximo técnico. A ideia da direção do Corinthians é definir o treinador até o começo da semana que vem. Nesse cenário, dois nomes ganham força: Guto Ferreira e Vanderlei Luxemburgo. Guto acaba de recolocar o Bahia na Série A do Brasileiro. Em seu contrato com o time baiano existe uma multa de R$ 1 milhão.

Seu nome agrada a alguns conselheiros, mas outros alegam que ele não teria força para suportar a pressão de ser o treinador do Corinthians. Com Luxemburgo o problema é inverso: experiente, ele suportaria uma crise, mas seu nome não é consenso no clube.  Além deles, os nomes comentados são os de Eduardo Baptista (que tem acordo verbal com o Palmeiras), Jair Ventura, do Botafogo, Fernando Diniz, do Osasco Audax, e Paulo Autuori, do Atlético-PR.

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