Ausências não intimidam ofensividade de Leão

Desfalcado de seus principais jogadores, que estão na seleção pré-olímpica, o Santos inicia nesta segunda-feira, na Chácara Santa Filomena, em Jarinu, a fase final de preparação para a temporada, a nove dias da estréia no Campeonato Paulista, dia 21, contra o Oeste, em Itápolis. Apesar das ausências de Diego, Robinho, Elano, Alex e Paulo Almeida, o técnico Emerson Leão promete um time tão ofensivo quanto ao do ano passado, mantendo o estilo de jogo. Ele deve reforçar a marcação na entrada da área, com a escalação dos volantes Claiton, Preto e Daniel, para poder utilizar os laterais Paulo César e Léo mais avançados. Renato será adiantado para trabalhar como terceiro atacante, para ajudar o centroavante Robgol. Basílio será o substituto de Robinho, com a responsabilidade de voltar e para receber a bola e iniciar os contra-ataques em velocidade. "Não vou apenas cruzar a bola para o Robgol. Também entrarei na diagonal para tentar o gol. Não tenho a pretensão de tentar fazer o mesmo que Robinho. Se eu conseguir 10% já estará bom demais", reconhece, humildemente, o veterano atacante. Desde sexta-feira, quando fez o primeiro trabalho com bola no Centro de Treinamentos Rei Pelé, o goleiro Doni, que chegou à Vila Belmiro com a missão de substituir o ex-ídolo santista Fábio Costa, agora no Corinthians, tem sido muito exigido pelo treinador Pedro Santilli. "Espero fazer história no Santos", limitou-se a dizer o goleiro, que tem evitado dar entrevistas. "O Santos tem três grandes goleiros e o Doni é um deles. Tem excelente envergadura, um bom tamanho, mas precisa ser corrigido em pequenos detalhes, o que já estamos fazendo. Tenho certeza de que Doni vai evoluir muito", afirmou Santilli. Ganhar o Campeonato Paulista, interrompendo a fila de 20 anos - o último título estadual conquistado pelos santistas foi em 1984 - e a Taça Libertadores da América foram os dois pedidos que o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, fez aos jogadores e a Leão na volta das férias. E em nome dos dois objetivos maiores da temporada, o clube saiu de sua rígida política salarial para renovar os contratos de Renato - ganhava acima do teto de R$ 80 mil na temporada passada -, Léo, André Luís e Júlio Sergio, além de contratar os reforços pedidos pelo treinador, que ainda espera a chegada de mais um centroavante. Quando o Santos foi campeão paulista a última vez, Renato tinha apenas cinco anos. A única coisa que ele sabe sobre aquela competição é que era mais valorizada do que o atual. "Embora não tenha a força de tempos atrás, um dos títulos que eu mais quero é o Paulista, principalmente pela importância que os dirigentes e a torcida do Santos dão à essa conquista, que quebraria um longo tabu. Além disso, assumimos um compromisso com a diretoria de lutar pelo título em todas as competições do ano", contou Renato. O meia Jerri, que não faz parte dos planos de Leão, deve ser emprestado para o Grêmio-RS ou Bahia, nos próximos dias. No ano passado, ele recusou convite do São Caetano por acreditar que teria chances de se firmar em razão das seguidas convocações de Diego. Chegou a se destacar em alguns jogos, mas só foi utilizado quando o técnico não tinha outra opção. "Esse tipo de jogador já está muito tempo no clube e precisa sair para evoluir", explicou Leão, que também liberou o zagueiro Sílvio e o meia Wellington (não vai mais para o Internacional-RS) e o atacante Douglas.

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2004 | 16h27

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