Ronald Wittek/EFE
Ronald Wittek/EFE

Austrália confia na seriedade da França e espera fazer história com classificação

Além de derrotar a seleção peruana, equipe da oceania precisará de uma vitória da França sobre a Dinamarca

Leandro Silveira, enviado especial / Sochi, Estadão Conteúdo

25 Junho 2018 | 13h42

Com apenas um ponto somado em dois jogos, a Austrália não depende mais apenas das suas forças para avançar às oitavas de final da Copa do Mundo. Nesta terça-feira, além de vencer o Peru em Sochi, no Fisht Stadium, a equipe precisará de uma vitória da França sobre a Dinamarca, em Moscou. E embora os franceses já tenham assegurado a passagem de fase, os australianos confiam na seriedade dos candidatos ao título.

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O tema foi recorrente nas entrevistas coletivas concedida nesta segunda-feira pelo técnico Bert van Marwijk e pelo goleiro Mathew Ryan. O treinador holandês, inclusive, se irritou com um dos questionamentos, logo após o seu comandado responder sobre o assunto. "Se você fez a mesma pergunta, eu vou dar a mesma resposta", afirmou. "Estou pensando apenas em nós mesmos. Temos que fazer o nosso trabalho, não será fácil, mas faremos tudo o que pudermos para ganhar o jogo e depois veremos", acrescentou.

A preocupação com um possível tropeço da França se dá porque a equipe, além de estar garantida nas oitavas de final da Copa, só precisa de um empate para garantir o primeiro lugar do Grupo C, um resultado que também satisfaz a Dinamarca, pois é suficiente para classificá-la às oitavas de final.

Van Marwijk, porém, avalia que a França tem a motivação de apresentar um futebol melhor na Copa, após atuações irregulares nos triunfos por 2 a 1 sobre a Austrália e 1 a 0 diante do Peru. "A França tem jogadores orgulhosos e que já jogaram duas vezes e venceram. Eles não jogaram como podem, mas são um dos melhores times do mundo. Eu acho que eles querem provar isso e mostrar para o mundo todo", afirmou o treinador.

 

A Austrália está em sua quinta participação na história das Copas, sendo que apenas em 2006 avançou às oitavas de final, em um grupo que contava também com Brasil, Croácia e Japão. Depois, foi eliminada de forma dolorosa, com uma derrota para a Itália por 1 a 0, graças ao gol marcado por Totti aos 50 minutos do segundo tempo, em cobrança de pênalti.

O goleiro Mathew Ryan não escondeu o desejo de fazer história nesta terça e relembrou aquela campanha. "É difícil encontrar palavras para descrever. Isso significaria para mim e tenho certeza que para todos os jogadores, a razão pela qual jogamos: ser o mais bem-sucedido possível e tentar criar o máximo de momentos memoráveis possíveis", disse, depois acrescentando que espera entrar para a história do futebol australiano.

"Se formos bem-sucedidos em alcançar isso amanhã (terça-feira), eu ouso dizer, que não apenas os jogadores, mas esperamos que toda a Austrália se lembre da conquista pelo resto de suas vidas ou por um longo tempo, assim como a equipe fez em 2006 na Alemanha. Não vou esquecer as noites em que comemorei a vitória da Austrália sobre o Japão e por obter os resultados que precisávamos para progredir e, obviamente, a mágoa que se seguiu ao jogo com os italianos. Isso significaria o mundo para mim", acrescentou, indicando o peso do confronto para os australianos.

Van Marwijk evitou confirmar a escalação da Austrália, mas o time deve ter apenas uma mudança para o duelo com o Peru, em função da lesão no ombro direito de Nabout, com Juric sendo o provável substituto. Assim, o time deve atuar com a seguinte formação: Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Jedinak, Mooy, Leckie, Rogic e Kruse; Juric. O confronto começará às 11 horas (de Brasília) desta terça.

 

 

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