Odd Andersen/AFP
Odd Andersen/AFP

Austrália vê evolução com Van Marwijk, mas lamenta rotina de quedas na 1ª fase

Equipe chegou à última rodada do Grupo C com chances de classificação, mas foi eliminada ao perder para o Peru

Leandro Silveira, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 10h06

Para a seleção australiana, a edição de 2006 da Copa do Mundo foi uma grande exceção. Eliminada naquela oportunidade em um jogo com decisões polêmicas da arbitragem em confronto com a Itália nas oitavas de final, a equipe só passou de fase na competição naquela oportunidade, tendo caído nas outras oportunidades na primeira etapa, como aconteceu na última terça-feira, quando o fim da sua participação na Rússia foi selado com a derrota por 2 a 0 para o Peru, em Sochi, e o insosso empate por 0 a 0 entre França e Dinamarca, em Moscou.

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A preparação da Austrália para a Copa acabou sendo diretamente afetada pela saída do técnico Ange Postecoglou, que havia dirigido o time no Mundial de 2014, no Brasil, além de o conduzido ao título da Copa da Ásia em 2015. Bert Van Marwijk, então, assumiu a equipe para a Copa na Rússia, sendo que agora será sucedido por Graham Arnold.

"Demonstramos que mesmo sem ter os melhores jogadores, podemos competir com todos. Jogamos no mesmo nível e até os superamos em alguns momentos. A Austrália pode evoluir muito. Mas é necessário qualidade individual para decidir os jogos", alertou Van Marwijk.

 

Essa foi também a terceira eliminação consecutiva da Austrália na fase de grupos da Copa do Mundo e o provável fim da passagem de Tim Cahill por uma seleção que sofre com problemas no setor ofensivo - os dois gols marcados na Rússia foram em cobranças de pênalti -, mas que só usou o maior artilheiro da sua história na parte final do duelo com o Peru, quando a equipe já perdia por 2 a 0.

Para piorar a situação do seu setor ofensivo, a equipe não poderá contar nos próximos compromissos com o atacante Andrew Nabout, que precisará passar por cirurgia no ombro, problema que o impediu de participar do confronto com o Peru. Mas ele acredita que poderá jogar na Copa da Ásia, em janeiro de 2019, nos Emirados Árabes Unidos. "Me disseram que a recuperação é de cerca de seis meses. É doloroso, mas espero conseguir voltar antes e estar pronto para a Copa da Ásia", disse.

 

 

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