Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Autor de gol do Brasil, Coutinho faz alerta sobre jogo duro de rivais

Meia destaca violência, rodízio de faltas duras e marcação pesada contra o Brasil

Ciro Campos, enviado especial / Rostov, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2018 | 20h42

Autor do primeiro gol da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia, Philippe Coutinho alertou que o jogo com a Suíça mostrou um obstáculo que passará a ser comum para o Brasil nas próximas partidas. Para o meia do Barcelona, a boa dose de violência, o rodízio de faltas duras e a marcação pesada dos adversários serão utilizadas de forma veemente para tentar dificultar a criação de jogadas do time.

+ Caçado, Neymar sente dores no pé operado, mas diz que 'está inteiro'

+ Tite vê falta clara em Miranda, mas não quer jogadores reclamando

+ 'Se tinha algum momento para tropeçar, era agora', afirma Alisson

A Suíça cometeu 19 faltas e levou três cartões amarelos. "Eles bateram muito. Mas todos os jogos vão ser assim. Querem sempre marcar muito forte o Brasil. Estamos falando de uma Copa do Mundo, de todos defendendo o seu país de qualquer jeito", afirmou jogador.

Coutinho criticou a arbitragem. Disse que faltou a ela coibir os lances mais duros dos suíços, principalmente os feitos em cima de Neymar. Deixou claro que há uma preocupação com o melhor do time. Para ele, o astro do Paris Saint-Germain foi caçado - e justamente algumas das faltas sobre ele acabaram rendendo os cartões aos suíços. Mais leve e rápido, além de franzino, do que os adversários, o Brasil levou desvantagem quando o jogo se transformou em um combate físico.

"Muitas vezes os adversários fazem rodízio de faltas. Assim, escapam de levar cartão. Muitos lances em que são necessários, cometem as faltas para parar o jogo. Vamos ter de conviver com isso nessa Copa porque nosso time será muito visado", explicou Coutinho.

 

O elenco brasileiro se reuniu no vestiário para conversar e traçar metas para as partidas seguintes, contra Costa Rica e, depois, Sérvia. Coutinho afirmou que, mesmo decepcionado, o Brasil não se mostrou abatido em momento algum e durante essa conversa todos os atletas demonstraram otimismo.

"Teve um pouco de decepção, de raiva até, o que é normal. Queríamos, claro, ter começado com o pé direito, com vitória. Mas a gente conversou que na primeira fase são três jogos. Então temos mais dois para disputar e classificar o Brasil." O primeiro empate da seleção em uma estreia de Copa nos últimos 40 anos não tirou a tranquilidade do grupo. "A pressão sempre existirá quando se joga na seleção, ainda mais se tratando de Copa", disse Coutinho.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.