Johannes Eisele/AFP
Johannes Eisele/AFP

Autor do 1º gol panamenho em Copas, Baloy cobra investimento da Federação do país

Aos 37 anos, zagueiro se despedirá do futebol nesta quinta-feira, em Saransk, no jogo contra a Tunísia

Estadão Conteúdo

26 Junho 2018 | 09h10

O zagueiro Felipe Baloy, capitão da seleção panamenha, está com 37 anos e se despedirá do futebol nesta quinta-feira, em Saransk, no jogo contra a Tunísia, válido pela terceira rodada do Grupo G da Copa do Mundo, que já tem Bélgica e Inglaterra como classificados.

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O jogador não está nada chateado com a precoce eliminação. Para ele já valeu poder fazer parte do elenco que defendeu o país em sua primeira Copa do Mundo. Baloy também pode se orgulhar de ter marcado o primeiro gol panamenho em Mundiais, na derrota por 6 a 1 contra a Inglaterra, no último domingo.

Sua preocupação agora está em manter o Panamá entre as grandes seleções de futebol. Por isso, na entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, ele pediu que a Federação de Futebol do seu país aproveite a visibilidade de disputar uma Copa do Mundo e invista na modalidade.

"Nos falta muito. Mas o processo para conseguir a classificação para a próxima Copa do Mundo tem que começar já. As autoridades têm que pensar no que fazer. Trabalhar com isso. Não podemos estar sem infraestrutura. Não ter um centro de alto rendimento", afirmou o veterano.

Baloy até poderia ajudar nessa modernização do futebol panamenho, pois é um jogador com vasta experiência. Já passou por 13 clubes ao longo da carreira, em cinco diferentes países, entre eles o Brasil - defendeu o Grêmio em 2003 e 2004 e o Atlético-PR no ano seguinte.

 

 

"O Panamá ganhou o direito de disputar a Copa pelo que fez no campo. Mas há que começar a fazer algo fora, trabalhar as bases. A Federação tem que pensar nisso desde já. Se precisar de cinco massagistas, há de se contratar cinco massagistas. É o momento de tomar consciência do que precisa ser feito", afirmou o zagueiro.

Além da goleada contra os ingleses, a seleção panamenha perdeu por 3 a 0 contra Bélgica em sua estreia em Mundiais. Apesar de não ter conseguido fazer frente a duas grandes equipes, Baloy afirmou que deixará a Copa do Mundo realizado.

"Não sabíamos como era isso antes, mas agora sabemos como são as exigências. Temos o exemplo da Costa Rica, que melhorou sua infraestrutura nos últimos anos. Essa é a chave para melhorar. Não é só vir e se apresentar, mas também poder competir com as grandes seleções", finalizou.

 

 

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