Autoridade boliviana fala em 13.º indiciado por morte de torcedor

Confissão de menor não faz com que torcedores presos respondam ao processo ao liberdade

Gonçalo Júnior, O Estado de S. Paulo

25 de fevereiro de 2013 | 20h17

SÃO PAULO - A confissão do menor H.A.M, de 17 anos, nesta segunda-feira à tarde, na Vara da Infância e Juventude, em Guarulhos, que assumiu a autoria do disparo que matou o jovem Kevin Douglas Beltrán, na semana passada, não significa que os doze torcedores do Corinthians presos vão responder ao processo ao liberdade ou retornar ao Brasil. Essa é avaliação da delegada Abigail Saba, que cuida da investigação pelo Ministério Público em Oruro.

Abigail pretende usar o depoimento do jovem no processo, reformar o inquérito e colocar um 13.º indiciado no documento. "Todos são cúmplices, pois trouxeram o menino e o deixaram sair de Oruro. Por que fizeram isso? Esperamos que o tragam para responder às acusações na Bolívia, de acordo com as leis bolivianas, e assim será indiciado como todos os outros", afirma. Pelas leis bolivianas, a maioridade começa as 16 anos.

Abigail espera a confirmação da confissão e documentos vindos do Brasil para definir o rumo das investigações, mas ela reafirma que quer mantê-los ao menos como cúmplices, caso essa versão seja confirmada. "Como o jovem saiu da Bolívia? Há várias interrogações que têm de ser esclarecidas em Oruro. As autoridades não têm de levar em conta provas produzidas em outro lugar. Quem garante que este garoto não foi pressionado?", questiona a delegada.

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