Autuori admite deixar o São Paulo

O técnico do São Paulo, Paulo Autuori, desmentiu nesta quinta-feira o presidente do clube, Marcelo Portugal Gouvêa, ao afirmar que se quiser não permanecerá à frente da equipe em 2006. Durante a festa de comemoração pela conquista do título mundial, já na capital paulista, o dirigente assegurou que o treinador ficaria na equipe por ter um ano de contrato a cumprir.Autuori reconheceu o compromisso com o São Paulo e até manifestou o desejo de seguí-lo, mas admitiu que se receber uma proposta vantajosa deixará o time do Morumbi. Inclusive, admitiu estar ?balançado? pelo assédio sofrido de algumas equipes.?Me sinto feliz e privilegiado por estar trabalhando no São Paulo e costumo cumprir meus contratos. Neste momento estou no São Paulo de corpo e alma.?, disse o treinador para, em seguida, admitir que, apesar da felicidade, pode deixar o Tricolor. ?Não nego que existem propostas para que eu saia. Propostas interessantes. Vamos pensar.? Autuori não falou abertamente, mas por suas declarações é possível entender que sentimentalismo não faz parte do seu dicionário. Desta maneira, o fato de ter conquistado o título Mundial pelo São Paulo não é um argumento suficiente para prendê-lo ao clube. A possibilidade de um aumento salarial também é deixada de lado pelo técnico na hora de decidir o seu futuro.?Estou sempre investindo na minha carreira com experiências diferentes. Vai depender das propostas, do que se quiser em termos de trabalho e logicamente compensar, porque o Japão não é ali?, frisou Autuori. ?Nunca pensei muito em valores. Analiso em uma proposta as condições de trabalho, os objetivos que o clube quer atingir e se eu poderei alcançá-los.? No Rio para participar da festa de premiação do Sindicato dos Treinadores, onde foi homenageado com outros técnicos, em uma churrascaria na Barra da Tijuca, zona oeste, Autuori se encontrou com o técnico da seleção brasileira, Carlo Alberto Parreira, e foi incisivo ao revelar que não fez lobby para que o goleiro Rogério Ceni seja convocado à disputa da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. ?Não faço marketing nem meu, não vou fazer de ninguém. Não tem essa não?, exclamou o treinador, que ainda se recusou a falar sobre a possibilidade de no futuro assumir o comando da seleção.

Agencia Estado,

22 de dezembro de 2005 | 17h24

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