Lucas Merçon/Fluminense FC
Lucas Merçon/Fluminense FC

Autuori avisa: 'Preocupação é manter salários em dia'

Diretor de futebol defende o técnico Abel e o presidente Pedro Abad

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2018 | 18h22

O início de ano turbulento do Fluminense fez com que o diretor esportivo de futebol, Paulo Autuori, se pronunciasse nesta sexta-feira. O dirigente explicou a crise financeira que o clube atravessa e defendeu as posturas do presidente Pedro Abad e do técnico Abel Braga.

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"Nosso maior reforço é regularizar e manter os salários em dia", avisou. "Temos que pensar de uma forma duradoura. Afrontar como devem ser as situações, diante das dificuldades que temos. Não adianta resolver uma situação e não ter condição de mantê-la."

Depois de sofrer no Brasileirão do ano passado, o Fluminense perdeu nomes importantes, como Diego Cavalieri, Henrique, Gustavo Scarpa e, mais recentemente, Henrique Dourado, para o rival Flamengo. Autuori garantiu que o clube tricolor está no mercado em busca de reposições, mas dentro de sua realidade financeira.

"Temos que ter muito cuidado em relação a algumas atitudes que temos e que induzem a atos que nenhum de nós gostamos de ter. Dentro dessa ideia, gostaria de dizer que nada nem ninguém vai interferir, negativa ou positivamente, no que é o futebol hoje do Fluminense. Queremos ter uma equipe competitiva para toda a temporada e isso tem que ser feito de modo coerente. Tudo o que fizermos com relação a vinda de jogadores, será feito em conjunto."

Nos últimos dias, torcedores protestaram contra a administração do Fluminense, principalmente, o presidente Pedro Abad. "Quero dizer ao presidente que ponho em causa meus 43 anos de carreira para afirmar que nesse tempo tive pouquíssimas pessoas como ele (Abad). Íntegro, transparente e de um caráter ímpar. Acho que o que se faz algumas vezes com pessoas do futebol é uma covardia", comentou Autuori.

O dirigente também fez questão de exaltar o papel de Abel Braga nesta reconstrução. "Sempre vou realçar a maneira como o Abel desenvolve seu trabalho, diante da realidade do clube hoje. Se não tivesse confiança de que as coisas poderiam ser definidas a curto, médio e longo prazo, não estaria aqui."

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