Autuori esperava mais do time egípcio

Paulo Autuori foi surpreendido com a vitória do Al Ittihad, que será agora o adversário do São Paulo, nesta quarta-feira, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. ?Eu disse várias vezes que esperava uma vitória do Al Ahly, mas não aconteceu. O Al Ahly tem melhores jogadores, mais técnicos, mas não conseguiram fazer com que isso prevalecesse. No primeiro tempo, eles tiveram o domínio do jogo, mas o Al Ittihad se superou no final e acabou merecendo a vitória?. O técnico continua apostando no São Paulo. ?Somos os favoritos, por força e tradição, mas é preciso mostrar isso em campo. Temos de fazer isso na quarta-feira. Não podemos esquecer que eles não têm nada a perder. Nosso time está forte mentalmente e pronto para jogar?. Para Autuori, há uma dúvida muito grande sobre a melhora que Pedrinho, Marcão e Lima, os brasileiros impugnados, poderiam fazer ao futebol do Al Ittihad. ?Individualmente são bons, mas não sei se a entrada deles seria bom por causa do conjunto. Temos de fazer a nossa parte e não pensar neles?. Marco Aurélio Cunha acha que o São Paulo está na final. ?Só se acontecer algo de muito ruim. Se estivermos muito mal. O jogo foi fraco e os dois times também são fracos?. A análise de Autuori a respeito do jogo foi a mesma dos outros dois treinadores. Angel Iordanescu, o romeno que dirige o Al Ittihad, falou sobre a mudança de jogo no intervalo. ?Falei para os jogadores que poderíamos vencer se atacássemos mais e fizemos isso. Para nós, foi um problema muito grande haver perdido os três jogadores brasileiros na véspera do Mundial. Tomara que a Fifa mude de idéia e possa permitir a volta deles?. Manuel José, o português que dirige o Al Ahly, preferiu falar sobre a fatalidade de perder justamente neste domingo. ?Estávamos invictos há 55 partidas e perdemos hoje (domingo). Perdemos em um mal momento, mas a vida é assim. O futebol é assim. Agora, vamos torcer pela vitória no nosso próximo jogo?. Os motivos da derrota? ?Nosso forte é tocar a bola, ter paciência no jogo, mas não foi possível fazer isso no segundo tempo. Eles vieram com mais força, atacaram mais e precisamos recorrer à bola alta, e quando fizemos isso, o jogo acabou para nós?.

Agencia Estado,

11 de dezembro de 2005 | 10h30

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