Autuori tem certeza: time vai voar

Os treinamentos no Japão fizeram com que o treinador Paulo Autuori passasse ainda mais a confiar em uma certeza que vem cultivando há tempos. Seu time vai "voar" no Campeonato Mundial de Clubes da Fifa. "Há tempos venho falando disso e repito agora. O nível de motivação que esse campeonato traz para os jogadores é excepcional. Está todo mundo com muita vontade de jogar e tenho certeza de que faremos dois jogos excelentes. Basta saber se isso será suficiente para sermos campeões", diz o técnico, como sempre sem se permitir um entusiasmo excessivo que possa ser confundido com auto-suficiência. Há, entre todos os responsáveis pela preparação do time, a certeza de haver sido feito um bom trabalho. Que agora renderá frutos. Carlinhos Neves, o preparador físico, é outro que faz questão de não falar demais, mas que não nega estar muito confiante. "Dizem que o time vai voar nos jogos decisivos. Eu é que não repito isso. Depois, o Liverpool atropela a gente e com que cara eu fico? O que eu falo é que todo o planejamento foi muito bem feito e que o time está pronto para jogar bem, disputando o título." O primeiro dia de treino foi animador, para Carlinhos. "Você viu como todo mundo está correndo? E isso foi apenas o primeiro dia de trabalho.Depois de seis dias, vão entrar em campo prontos para correr muito." O descanso de uma semana dado aos jogadores, é considerado um trunfo poderoso para que o trabalho fosse bem feito. "Veja o caso do Danilo", diz Carlinhos. Ele é grandão, como o Raí e precisa estar jogando sempre para jogar bem. Só que havia jogado tanto, estava tão cansado que precisava de uma parada para recuperar as forças. Vocês vão ver como ele vai jogar. E além dele, tem o Josué, o Mineiro e o Júnior que vão crescer muito de rendimento." Wellington Walker, analista de rendimento, tem respostas mais incisivas. "Eu acho que o time voa nesse Mundial. O time não está bem, está bem-bem. Está bem fisicamente e descansado. Agora, é a fase final, uma espécie de polimento. Para melhorar fisicamente, esse time teria de treinar muito. O que poderia trazer a fadiga de volta." Ele considera que o Liverpool errou ao chegar em Yokohama apenas dia 12, três dias antes da estréia. "é uma aposta arriscada que eles fizeram, mesmo tendo um fuso contrário de oito horas e não de onze, como nós. Nós fizemos de forma diferente." Para Paulo Autuori, a opção do Liverpool não foi uma opção. "Eles vão jogar sábado pela Liga Inglesa e não podiam vir antes. Se pudessem, viriam, tenho certeza. A favor deles, há o fuso menor e o fato de estarem no meio da temporada, enquanto a gente faz os últimos jogos do ano."

Agencia Estado,

09 de dezembro de 2005 | 09h30

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