Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Autuori tenta acertar a pontaria dos atacantes do São Paulo

Nos últimos dez jogos, o Tricolor balançou a rede em apenas seis oportunidades

FERNANDO FARO, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - Para voltar a vencer, o São Paulo precisará saber dosar equilíbrio defensivo com força ofensiva. A primeira parte da estratégia dá sinais de evolução, mas o que tem preocupado Paulo Autuori é a falta de poder de fogo de seus homens de frente. Por isso, o ataque tem recebido atenção especial do técnico na semana livre para treinamentos.

Os números não escondem a deficiência no setor: nos últimos dez jogos, o Tricolor balançou a rede em apenas seis oportunidades - no mesmo período foi vazado 13 vezes. Na maioria das partidas o time apresentou sérias limitações para criar chances de gol, a ponto de Aloísio protagonizar lances bizarros e empurrar a bola para as redes com a mão duas vezes nos últimos três jogos.

A estatística fica pior quando apenas os atacantes são levados em conta. Aloísio é o único que tem tido relativo êxito na função e marcou os últimos cinco gols feitos pelo setor; os demais vivem fase sofrível. Ademilson ainda não fez gol na temporada e Osvaldo vive péssima fase, amarga jejum de quase seis meses e está fazendo trabalho técnico separado do restante do elenco para reencontrar o melhor futebol.

Luis Fabiano, artilheiro do time no ano com 17 gols, desfalcou a equipe nos últimos dois jogos e vem em má fase desde antes da pausa para a Copa das Confederações em junho. As outras opções são Roni e Silvinho, considerados ainda imaturos para assumirem a responsabilidade.

Os jogadores concordam que a incapacidade de converter as oportunidades tem tornado a vida do time bem mais difícil. "Precisamos treinar mais as finalizações; no segundo tempo contra o Flamengo, por exemplo, tivemos umas quatro ou cinco possibilidades e acabamos não marcando, por isso precisamos treinar bastante para que no domingo isso não aconteça de novo’’, afirmou Paulo Henrique Ganso, que frequentemente é cobrado justamente por não chutar muito a gol. Jadson é outro que tem tido atenção de Autuori para ter mais chegada à área.

REFORÇO

É justamente o mau momento do ataque e as poucas opções disponíveis que fizeram o Tricolor ir atrás de Welliton, que está encostado no Grêmio. As diretorias dos dois clubes confirmam as conversas intermediadas pelos empresários Eduardo Uram e Jorge Machado e que estão bastante avançadas. A expectativa é de desfecho rápido e o acerto prevê que o jogador fique até 31 de dezembro no Tricolor.

O Coritiba aparecia como o destino mais provável de Welliton. O clube paranaense receberia o jogador como parte do pagamento pela cessão do volante Willian Farias ao time gaúcho, mas o São Paulo entrou na briga e o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, procurou o presidente do Grêmio, Fábio Koff, para manifestar seu interesse. Ao saber da aproximação, Welliton desistiu de ir para o Coxa e avisou que seu desejo é se transferir para o Morumbi.

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