Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Mauro Silva lamenta gancho de Neymar e pede: 'Protejam ele'

Auxiliar-técnico pontual de Dunga não vê arbitragem tendenciosa

ALMIR LEITE E GONÇALO JUNIOR, ENVIADOS ESPECIAIS A SANTIAGO, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2015 | 14h09

A seleção brasileira não vai abrir mão do discurso de que craque tem de ser protegido pela arbitragem. Jogadores e principalmente integrantes da comissão técnica têm insistido nessa "reivindicação", sobretudo depois da suspensão de Neymar da Copa América, consequência dos quatro jogos de gancho pela expulsão contra a Colômbia - pela cabeçada dada em Murillo e as ofensas ao juiz Enrique Osses. Os brasileiros argumentam que o craque foi caçado em campo e, por isso, se desestabilizou.

Nesta quarta-feira, a tese de proteção aos craques foi defendida pelo auxiliar-técnico pontual da seleção brasileira, Mauro Silva. Ele não acredita que as arbitragens têm sido tendenciosas, mas reclamou, ainda que indiretamente, por estarem sendo complacentes com jogadas violentas.

"A Copa América é extremamente difícil. Ficamos 40 anos sem vencer (sem ser campeão), isso demonstra que é forte. O juiz tem de conduzir os jogos de forma que dê tranquilidade", disse. "No caso do Neymar, tem de proteger o talento. Os jogadores técnicos têm de ser protegidos."

Mauro Silva diz que muitas vezes os jogadores com menos recursos tentam desestabilizar os que são mais técnicos e, nesses momentos, cabe ao juiz cuidar para que os mais talentosos sejam protegidos e respeitados. "É isso que esperamos do árbitro."

O auxiliar considera que dentro deste contexto um dos caminhos mais sólidos para que a seleção tenha sucesso é o grupo pensar coletivamente, principalmente agora que perdeu seu capitão e jogador mais talentoso. "Eu tenho tentado transmitir para o grupo a importância do coletivo. Em 1994, fomos campeões do mundo porque colocamos o grupo em primeiro lugar."

Ele deu como exemplo o comportamento de Raí, durante a Copa dos Estados Unidos. O meia era o capitão do time, foi barrado, mas nem por isso deixou de dar sua contribuição. "Raí continuou a exercer sua liderança de fora". Nos EUA, quem se tornou capitão e acabou levantando a taça foi o atual técnico da seleção, Dunga.

Mauro Silva, porém, não quis opinar sobre o comportamento de Neymar, seu nervosismo e sua instabilidade principalmente na partida contra os colombianos. "Não cabe a mim analisar publicamente o comportamento do Neymar. Eu tenho de levar (a opinião) para o Gilmar (coordenador de seleções) e o Dunga. Devo passar essa análise internamente."

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