Rubens Chiri/São Paulo FC
Rubens Chiri/São Paulo FC

Auxiliar francês de Ceni diz ter tido experiência 'tranquila' na beira do gramado

Charles Hembert comandou o São Paulo pela primeira vez ao substituir o ex-goleiro no triunfo sobre o Santos

Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2022 | 05h00

"Tranquila". Essa foi a palavra que Charles Hembert usou para descrever a sua experiência como técnico do São Paulo pela primeira vez. Auxiliar de Rogério Ceni, o francês substituiu o chefe porque este estava suspenso e esteve à beira do gramado no clássico desta segunda-feira contra o Santos, com vitória são-paulina por 2 a 1. Ele disse que estava despreocupado antes da partida em virtude da estratégia bem desenhada pelo ex-goleiro durante a semana.

"Eu fui apenas uma ponte entre a estratégia do Rogério e os jogadores, que executaram bem o que a gente tinha estabelecido durante os treinos", explicou Hembert. "Foi uma situação muito tranquila porque conseguimos executar o que tinha sido decidido", continuou o auxiliar, de 30 anos.

Charles disse que trabalha de oito a dez horas com Ceni todos os dias. Os dois estão juntos desde 2017, quando o ex-goleiro deu início à sua carreira de técnico. Até por isso, ele não precisou de tantas orientações do comandante em sua missão de substituí-lo à beira do gramado.

"Não vou usar a palavra telepatia. Não vou dizer que a gente pensa da mesma maneira, porque não pensamos da mesma maneira nós somos mais fortes, mas tudo já foi planejado antes do jogo. Nem precisamos conversar", contou.

Segundo o auxiliar, atacar pelos lados foi um dos principais planos traçados pela comissão técnica para o clássico, dada a configuração tática do Santos. "Foi um ponto que a gente tentou explorar o máximo possível". Ele também deu destaque à bola aérea, um dos pontos fortes do São Paulo. Foi pelo alto que nasceu o primeiro gol do triunfo, anotado por Calleri, de cabeça.

"Mas tentamos sempre procurar diversificar as maneiras de fazer gols para sermos um time menos previsível possível e termos mais atributos a nosso favor", avisou o francês.

Charles Alexandre Patrice Francis Hembert conheceu Rogério Ceni na Copa América Centenário, nos Estados Unidos, em 2016, quando o ídolo são-paulino, que na época se preparava para se treinador, foi o auxiliar pontual do técnico Dunga. 

Hembert trabalhava na Pitch International, empresa que organizava os amistosos da seleção brasileira. Assim que recebeu uma proposta do São Paulo, Ceni chamou o francês para ser seu companheiro. 

Escudeiro de Ceni em todos os clubes (São Paulo, Cruzeiro, Fortaleza e Flamengo), Charles dirigiu o São Paulo, mas sua experiência como treinador nesta noite não foi a primeira. No Fortaleza, Hembert substituiu o chefe em dois jogos, com duas derrotas. 

A vitória no clássico levou o São Paulo ao quinto lugar na tabela de classificação do Brasileirão. O time de Ceni soma sete ponto, frutos de dois triunfos e um empate. Na quinta-feira, tem compromisso pela Sul-Americana no Chile, onde enfrenta o Everton.

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