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Avaí 'vende' mando de jogo para sua torcida e recusa R$ 700 mil

Empresa faz oferta para levar duelo com o Fluminense para Brasília

O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2015 | 10h53

O Avaí vira notícia nesta quarta-feira por uma decisão de sua diretoria de não 'vender' seu mando de campo, como já fizeram outros clubes da Série A do Brasileiro. O time, que ocupa a 14ª posição e luta na temporada para não cair para a Segundona, se recusou a vender a partida contra o Fluminense, marcado para dia 8, a uma empresa interessada. O confronto está marcado pela CBF na casa do Avaí, na Ressacada. Uma empresa ofereceu R$ 700 mil para levar a partida para o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no mesmo dia.

Algumas empresas têm feito isso no Campeonato Brasileiro: comprando o mando de clubes na esperança de arrecadar mais dinheiro em outras praças. A negociação é simples. A empresa paga R$ 700 mil e trabalha para fazer mais dinheiro do que isso, ficando com o lucro depois de descontar as despesas. É uma aposta, que se vale da necessidade de bilheteria dos times menores, como o Avaí.

Ocorre que a diretoria do Avaí, que precisa de dinheiro como todas as outras diretorias de clubes do País, preferiu manter o jogo em sua casa e aproveitou a oportunidade para convocar seus torcedores para a disputa. O estádio do time de Santa Catarina tem capacidade para 15 mil pessoas. Em dia de casa cheia, estima lucrar perto dos R$ 250 mil, portanto, R$ 450 mil a menos do que o oferecido pela empresa para lever o jogo ao Distrito Federal. Mesmo assim, disse não. "Resolvemos vender o jogo para os 15 mil torcedores que esperamos no nosso estádio. Para os 15 mil torcedores que estarão onde esse jogo deve acontecer: na nossa casa, no nosso campo.", informa o comunicado.

COMUNICADO OFICIAL

Sim, vamos vender o jogo!

28 DE JULHO DE 2015

Você, torcedor do Avaí, já deve estar sabendo sobre a proposta que recebemos de transferir o jogo do dia 8 de agosto, contra o Fluminense. Caso não saiba, foi oferecido quase R$ 700 mil para o nosso clube permitir que a partida mudasse de endereço, da Ressacada para o Mané Garrincha, em Brasília.

Se nós vendemos? Sim, vendemos.

Mas não para quem nos fez a proposta. Resolvemos vender para os 15 mil torcedores que esperamos no nosso estádio. Para os 15 mil torcedores que estarão onde esse jogo deve acontecer: na nossa casa, no nosso campo.

Sim, o jogo continuará na Ressacada. Se enchermos o estádio vamos arrecadar no máximo R$ 250 mil, mas nada vale mais para o nosso time, nada motiva mais nossos jogadores que o seu grito vindo da arquibancada.

Por isso, avaianos, mais do que nunca, todos estão convocados para esta partida.

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