Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Avó atribui recuperação do goleiro Jailson à cura santa

Nacife Nascimento acredita na intervenção de Nossa Senhora Aparecida em contusão rara no futebol

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2017 | 07h00

A surpreendente recuperação do goleiro Jailson, que correu risco de encerrar a carreira depois de sofrer uma contusão rara no quadril, mas voltou a atuar ontem em um jogo-treino do Palmeiras, foi obra de Nossa Senhora Aparecida. Quem afirma é a avó do jogador, Nacife Nascimento. Para ela, foi quase um milagre.

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“Eu coloquei a recuperação do Jailson entre as minhas orações e Nossa Senhora ajudou”, diz a avó. “Ele também acredita nisso. O Jailson é devoto.” 

Na decisão por pênaltis que eliminou o Palmeiras da Libertadores, Jailson sofreu uma lesão que nunca havia sido registrada em jogadores de futebol, apenas no futebol americano. Para tratá-lo, o Palmeiras chegou a consultar especialistas da NFL. Não foi necessária cirurgia. Adotou-se tratamento conservador. Deu certo. 

A “dívida” do neto com a santa está aumentando. Segundo a avó, Jailson ainda precisa visitar o Santuário Nacional de Aparecida para agradecer pelo título do ano passado e pela renovação do contrato. Agora, terá de agradecer pela recuperação. O próprio jogador deu para o técnico Cuca uma imagem de Nossa Senhora. “Ele nunca pensou em parar de atuar. Sempre acreditou na recuperação. Se parar, morre”, brinca. 

Dona Nacife criou Jailson enquanto a mãe, Maria Antonia, saía para trabalhar como empregada doméstica. A avó ajudou na forma física do goleiro. A mamadeira, batida no liquidificador, misturava fígado, beterraba, ovo de codorna e cenoura. Deu no que deu: um “armário” de 1,86 m e 84 kg.

Quando tinha 15 para 16 anos, Jailson só tinha uma calça de goleiro para treinar. Era dona Nacife que lavava todo dia a peça preta, grossa nos joelhos por causa dos remendos. Para dar tempo de secá-la, usava o ferro ou a parte traseira da geladeira. Ontem, Jailson voltou a jogar depois de dois meses. Sentiu a falta de ritmo e falhou em alguns lances no empate dos reservas por 2 a 2 com o sub-20 do Desportivo Brasil, principalmente no segundo gol. Foi o único que jogou os dois tempos – Cuca mudou o time todo na segunda etapa para observar quem vem jogando pouco. 

Ele comprovou estar recuperado, não sentiu limitações, e pode voltar a disputar a posição com Fernando Prass. Tem chances de ser relacionado já na próxima partida, dia 12, diante do Bahia, no Pacaembu, seja milagre ou não.

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