Ayala: símbolo de derrotas e vitórias na Argentina

Roberto Fabián Ayala fez uma partida de antologia contra Costa do Marfim. Uma partida para marcar o início da redenção de um jogador de altíssimo nível e que tem muito a lamentar nos dois últimos mundiais. Em 1998, a Argentina empatava com a Holanda por 1 a 1 já na prorrogação. Frank de Boer fez um lançamento de 40 metros, desde a defesa, alçando o peito de Bergkamp, na direita do ataque. Ayala, o líbero, foi fazer a cobertura, levou um drible e a Argentina foi desclassificada após a conclusão cirúrgica de Bergkamp. Em 2002, no vestiário, fazendo aquecimento para entrar em campo, Ayala sentiu a distensão muscular. Ficou fora da estréia, contra a Nigéria. Recuperou-se e voltaria ao time na primeira partida das oitavas-de-final. Que não houve, todos os argentinos se lembram, depois da derrota contra a Inglaterra e o empate contra a Suécia. Terminado o jogo contra os suecos, Ayala, que era o capitão do time, foi de jogador a jogador levar o seu apoio. Em muitos casos, os levantava da grama, onde a eliminação os havia jogado. Discreto, de pouco falar, Ayala tinha contra si o fato de não ter muitos títulos. Era confundido como um símbolo do jejum argentino pós-Maradona. Mudou um pouco ao conquistar a medalha de ouro na Olimpíada de Atenas. Então, a de prata, que havia conseguido em Sydney-2000 passou a ser considerada um mérito e não uma derrota a mais. Com 33 anos completados em abril, Ayala fará nesta sexta-feira o seu 102.º jogo com a Seleção. Ele igualasse a Zanetti e inicia a perseguição à Simeone, que tem 106 jogos, o recorde nacional. Marcou seis gols. Apesar da pouca altura (1,78m) salta muito. Foi revelado pelo Ferrocarril em 1991 e vendido ao River Plate em 1993. Chegou à Europa em 1995, jogando três temporadas pelo Napoli, duas pelo Milan e outras seis pelo Valência, onde é um dos destaques. O COMPANHEIRO Gabriel Heinze tem um centímetro a mais que Ayala e também mostra boa impulsão em campo. Ao contrário do companheiro, mais técnico, exibe uma boa dose de maldade em campo. Em seguida, pede desculpas. Heinze é um desconhecido em Buenos Aires. Revelado por Marcelo Bielsa, no Newells Old Boys, de Rosário, foi para o Valladolid em 1998, com 20 anos. Jogo no Sporting e teve um grande desempenho no Paris Saint Germain, de 2001 a 2004. Bielsa o chamou para a Seleção, onde conquistou a Olimpíada de 2004. Atualmente, joga no Manchester. Como lateral-esquerdo.

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