Bahia e Corinthians ficam no empate

Nem os três pontos nem Liedson. O Corinthians volta da Bahia sem trazer na bagagem seu atacante, como havia prometido o presidente Alberto Dualib, e sem marcar um único gol sobre o time da casa, no fraco empate desta quarta-feira, na Fonte Nova. Os corintianos chegaram mais vezes ao gol adversário, mas não levaram muito perigo. A bola na trave de Rogério, no primeiro tempo, foi uma exceção. Era apenas sombra do time do Corinthians. Sem entrosamente e e desfalcado de vários titulares, deu espaço demais aos baianos e por pouco não viu a equipe da casa abrir o placar aos 32 minutos do primeiro, depois de uma falha de Fabrício. No final da partida, então, um sufoco. Se não fosse Rubinho... Os garotos do time, dessa vez, decepcionaram. Abuda, 17 anos, errou nas raras oportunidades que teve de marcar, Betão esteve inseguro ? a tarefa de atuar como líbero prejudicou o futebol do jovem zagueiro de 19 anos ? e Bobô (de 19 também) falhou feio num gol feito, nos últimos minutos da partida. Fora de casa, o empate acabou sendo um bom resultado para os paulitas. Abuda bem que tentou. Correu bastante, se movimentou bem e mostrou a ousadia bem típica da idade em alguns lances. Como aos 30 segundos de partida, quando Abuda obrigou a torcida a se concentrar logo no jogo, que prometia. Se livrou de um jogador, ajeitou e, de fora da área, buscou o canto direito de Émerson. Para fora. O Corinthians não podia contar com sua principal jogada, pela lateral-esquerda, com Kleber. Fora de ritmo, ele recebeu sozinho em várias ocasiões, mas, lento, não incomodou a defesa baiana e desapareceu no segundo tempo. Aos 15, a melhor chance de gol, dos pés de Rogério. O lateral bateu falta próxima à entrada da área e acertou na trave direita do goleiro Émerson. Aos 32, a defesa corintiana falhou e a bola sobrou limpa para Jair marcar, mas, para felicidade dos corintianos, ele chutou em cima de Rubinho. Aos 34, a zaga deu espaço e foi a vez de Lino receber na área, ajeitar e chutar para nova defesa. Logo no início do segundo tempo, Abuda perdeu um gol que, com o tempo, talvez, deixe de perder. Recebeu sozinho, na entrada da área, teve tempo até de escolher o canto, mas bateu mal, longe do gol. O Bahia voltou melhor após o intervalo e o jogo ficou mais aberto. Leandro, do Corinthians, teve boa chance, assim como Abuda e assim como Nonato, este do Bahia. A melhor oportunidade foi a de Nonato. Aos 20 minutos, o atacante baiano acertou chute de primeira depois de bola alçada na área: no canto esquerdo de Rubinho, raspando a trave. O Corinthians não arriscava e o Bahia passou a levar mais perigo. Aos 25, Lino arriscou de fora e, em seguida, Rubinho defendeu cabeceio de Nonato. Aos 34, Rubinho salvou mais uma. Nonato recebeu sozinho, cabeceou para o chão, mas o goleiro defendeu. Pobre Bobô, garoto que tinha acabado de entrar no lugar de Abuda. Não bastava ter errado o gol que seria o da vitória, aos 41, ele foi o responsável pelo lance mais bisonho da partida. Sozinho, com o gol aberto, era só tocar para o fundo da rede. Tentou bater de chapa, acertou o calcanhar. Gol difícil de errar, mais difícil ainda de explicar como ele errou. Depois dessa, o melhor era acabar o jogo: 0 a 0.

Agencia Estado,

23 de julho de 2003 | 23h34

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