Alex Silva/Estadão
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Balancete santista mostra prejuízo de R$ 10 mi no 1º trimestre

Clube reduz custos, mas arrecadação também caiu

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2015 | 17h55

O balancete do primeiro trimestre apresentado pela diretoria do Santos na reunião desta quinta-feira do Conselho Deliberativo mostra o tamanho da crise vivida pelo clube. Nos três primeiros meses do ano, o clube apresentou um prejuízo de R$ 10,6 milhões. Por outro lado, as dívidas diminuíram e passaram de R$ 373,1 milhões para R$ 367,8 milhões.

Os santistas também diminuíram os custos: a previsão de R$ 30,9 milhões no trimestre foi reduzida para as despesas efetivas de R$ 21,2 milhões. A arrecadação, no entanto, também teve uma queda considerável e atingiu R$ 38 milhões, 27% a menos que o previsto.

Nesta quinta-feira, a diretoria quitou os salários em carteira referentes ao mês de junho e também os salários de julho dos demais empregados. Os pagamentos de dois meses de direitos de imagem do elenco ainda estão pendentes. A direção também quitou a premiação do título paulista, conquistado em maio.

Um dos itens discriminados no documento é a dívida trabalhista com o atacante Leandro Damião. O Santos recorreu ao fundo de investimentos Doyen, em janeiro, para acertar parte dos salários e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do atacante que está no Cruzeiro. O empréstimo de € 599.845,00 (R$ 2 milhões) foi acertado poucos dias depois de o jogador processar o clube na Justiça do Trabalho. No começo de junho, o tribunal condenou o Santos e autorizou a rescisão unilateral do contrato, decisão que só terá efeito apenas quando não houver mais chances de recurso.Com a nova ajuda, o Santos amplia seus débitos com a Doyen, mesmo grupo que financiou a contratação de Leandro Damião.  

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