Banco acusa Vasco de retirada indevida

O Bank of America explicou o motivo do rompimento do contrato com o Vasco. "A empresa verificou que estavam sendo feitos saques indevidos", disse Marcelo Ferro, advogado da Vasco da Gama Licenciamentos (VascoLic), empresa administrada pelo banco, que detém a marca do clube. Segundo ele, esse valores excediam aos que o clube tinha direito. "Enquanto não passava disso, tudo bem, mas depois a empresa decidiu cobrar". Em sua nota oficial, o Vasco diz que não possuiu outras fontes de renda, sem dar maiores explicações financeiras.O contrato de parceria foi assinado em abril de 1998 e cedia todos os direitos sobre a marca do clube à VascoLic. Em troca, o Vasco recebeu investimentos de cerca de R$ 80 milhões nos quase três anos de contrato. O passe do atacante Edmundo, por exemplo, foi comprado com recursos da empresa. O clube tinha direito a uma remuneração anual de US$ 17,104 milhões.A partir de 1999, o clube passou a retirar os valores pela transmissão de televisão diretamente com os responsáveis pelo pagadores. A VascoLic, detentora desses direitos, não recebeu nada, naquele ano, nem no seguinte. O clube recebeu só da TV Globo, que detinha os direitos das principais competições, cerca de R$ 39 milhões em adiantamentos pela transmissão de diversas competições. Organizadores da Copa João Havelange, o Clube dos 13 e a Sportpromotion foram outros responsáveis por parte dos repasses feitos ao clube, relativos a direitos da marca. No total, além do valor dado pela televisão, mais cerca de R$ 40 milhões foram retirados pelo clube de forma indevida.Os adiantamentos se referem a direitos pelos Campeonatos Brasileiros de 2001 a 2003, aos quais o clube não tem mais direito. Também não receberá nada pelos Campeonatos Cariocas deste ano e do próximo, nem do Torneio Rio-São Paulo de 2001.

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