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Banco suíço paga R$ 425 milhões por envolvimento em caso de corrupção na Fifa

Em 2017, um ex-banqueiro foi condenado em um tribunal de Nova York por seu envolvimento no gerenciamento de contas que lavavam dinheiro de suborno de funcionários do futebol sul-americano

Redação, Estadão Conteúdo

09 de novembro de 2020 | 13h31

O banco suíço Julius Baer, implicado em investigações de corrupção na Fifa, anunciou nesta segunda-feira que chegou a um acordo inicial com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e vai pagar cerca de US$ 79,7 milhões (R$ 425 milhões) para cobrir as multas relacionadas ao caso.

Com sede em Zurique, o terceiro maior banco privado da Suíça disse que entrou em "acordo de suspensão da acusação de três anos" e um também chegou a uma resolução que será aplicada às suas contas até 2020.

"Julius Baer antecipa que em breve formalizará uma resolução final sobre este assunto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos", acrescentou a instituição bancária.

A instituição ressaltou que coopera com as autoridades norte-americanas desde 2015, quando foi revelada uma extensa investigação sobre corrupção envolvendo a entidade máxima do futebol mundial.

Em 2017, um ex-banqueiro do Julius Baer foi condenado em um tribunal de Nova York por seu envolvimento no gerenciamento de contas que lavavam dinheiro de suborno de funcionários do futebol sul-americano. Entre eles estava o argentino Julio Grondona, ex-vice-presidente sênior da Fifa e presidente do Comitê de Finanças na época de sua morte, em 2014.

O banco informou nesta segunda que respondeu às consultas escolhendo "não colocar o negócio em risco", incluindo a "suspensão de certos relacionamentos individuais".

Julius Baer também foi punido em fevereiro pela agência reguladora dos bancos na Suíça, a Finma, por não cumprir suas obrigações de combate à lavagem de dinheiro, medidas que incluíam seus vínculos com funcionários da Fifa.

A investigação nos Estados Unidos, que permanece aberta, levou mais de 40 funcionários de agências de futebol ou marketing a serem considerados culpados, chegarem a acordo de culpabilidade ou a serem processados. Alguns aguardam sentença ou extradição de seus países de origem.

Desde 2016, o banco afirma ter resolvido as lacunas identificadas nas suas operações, documentando de novo cada uma das relações com os clientes e encerrando o relacionamento com alguns clientes.

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