Markus Schreiber/AP
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Barack Obama pede 'integridade' no futebol e 'transparência' na Fifa

Presidente dos EUA diz que modalidade se transformou em negócio

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2015 | 12h48

O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu "integridade" no futebol e alertou que, além de um esporte, a modalidade se transformou "em um grande negócio". Os comentários foram feitos na tarde desta segunda-feira, durante uma coletiva de imprensa na Alemanha depois de participar da reunião dos líderes do G7.

Os comentários ocorrem dias depois que, na Fifa, a prisão de cartolas e a renúncia de Joseph Blatter causaram um terremoto no futebol. As detenções em Zurique foram solicitadas pelo FBI que, em uma investigação, encontrou indícios de "corrupção generalizada".  

Blatter, antes de deixar o cargo, acusou os EUA de promover uma conspiração por não terem vencido a corrida para sediar a Copa de 2022, que ficaria com o Catar. "Isso não cheira nada bem", declarou o cartola suíço. As críticas foram reforçadas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, que viu a onda de prisões como uma estratégia para tirar o Mundial de 2018 de Moscou.

Por dias, Blatter insistiu que não existia razão para uma mudança nos locais das duas próximas Copas. Mas, neste fim de semana, o auditor da Fifa não descartou a possibilidade, caso provas de compra de votos sejam encontradas. Tanto o FBI quanto o Ministério Público da Suíça investigam esses casos.

Obama se recusou a comentar o conteúdo da investigação americana. Mas estimou que seria "importante" que a entidade funcione em "total transparência". "O futebol é fonte de um incrível orgulho nacional e as pessoas no poder precisam ter certeza que ele é administrado com integridade", disse. "Como os EUA jogam cada vez melhor a cada Copa do Mundo, nós queremos ter certeza que um esporte que ganha popularidade é administrado de forma apropriada", completou.  

 

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