Barça e Manchester United fazem a final 'dos sonhos' da Liga

Uefa comemora chegada dos dois clubes à final; campeão espanhol diante do campeão înglês na cidade de Roma

Bruno Winckler, Jornal da Tarde

26 de maio de 2009 | 23h24

Alberto Estévez/EFE e Manu Fernandez/AP

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo dividem as atenções na final da Liga dos Campeões, em Roma

ROMA - O jogo mais esperado da temporada europeia será disputado nesta quarta, às 15h45 (de Brasília) em Roma. Barcelona e Manchester United, os dois melhores times do mundo, decidirão o título da Liga dos Campeões num confronto batizado como "a final dos sonhos" pela imprensa do continente. A partida terá cobertura online do estadao.com.br.

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A classificação de Barça e Manchester para a decisão é um triunfo do futebol bem jogado. Os dois times privilegiam a técnica à força, a bola no chão aos chuveirinhos, a coragem de atacar à malfadada estratégia de jogar fechado à espera de um erro do adversário.

"Seremos ousados como sempre, e queremos mostrar ao mundo o quanto somos bons", disse o técnico Guardiola. "Gostamos de ter a posse de bola, para criar chances e fazer gols. Este é o nosso estilo", afirmou Alex Ferguson.

Como se não bastasse a excelência de seus conjuntos, os finalistas têm em seus elencos duas das maiores estrelas do futebol mundial. No time inglês, o astro é o português Cristiano Ronaldo - eleito o melhor do mundo de 2008 na votação promovida pela Fifa. Na equipe espanhola, brilha o argentino Messi - autor de 37 gols nesta temporada e maior favorito para levar o próximo prêmio da Fifa.

O Barça joga hoje para completar uma temporada fabulosa. O time já ganhou o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei, e pode se tornar hoje o primeiro espanhol a conquistar a "tríplice coroa". A marca registrada da equipe é o poder de fogo. Em 58 jogos na temporada, o Barcelona marcou 151 gols. Seu ataque titular esteve implacável: Messi fez 37 gols, Eto’o marcou 32 e Henry fez 25. Os desfalques hoje serão os laterais Daniel Alves e Abidal (suspensos) e o zagueiro Rafa Marquez (machucado).

O Manchester tentará ser o primeiro time a ganhar o torneio em dois anos seguidos desde que o Milan foi campeão em 1989 e 1990. A equipe ostenta uma invencibilidade recorde na competição: 25 partidas (a última derrota foi para o Milan, na semifinal de 2007). Se for campeão, chegará a quatro títulos. O Barcelona luta pelo seu terceiro.

INGRESSO VALE R$ 5,6 mil

Ingleses e espanhóis fizeram jus ao ditado e provaram que todos os caminhos levam a Roma. A capital italiana respira a final de hoje, e o idioma italiano quase não é ouvido nas ruas, principalmente nas imediações do Estádio Olímpico, palco da decisão.

Devidamente embriagados, como reza a tradição, os torcedores ingleses tomaram conta de alguns dos bares da região da Piazza della Repubblica, um dos principais pontos de encontro no centro da cidade.

É nessa região, e também na estação de Termini, que circulam alguns torcedores desesperados. Com cartazes em inglês e italiano, eles procuram alguém disposto a vender as preciosas entradas.

O estudante francês Samir,que mora na fronteira com a Espanha e torce pelo Barça, está em Roma há uma semana e desde então tenta conseguir um ingresso. "Tem gente pedindo até 2 mil euros (R$ 5,6 mil). Acredito que até a hora do jogo os cambistas diminuam os preços." A estimativa é de que cinco mil torcedores sem ingresso estejam na capital italiana.

O Barcelona vendeu sua carga de ingressos somente para sócios, a preços que variaram de 70 (R$ 198) a 200 (R$ 560) - mesmos valores adotados pelo clube inglês.

Comprar dos cambistas poderá ser uma roubada, porque os ingressos oficiais possuem um chip que identifica o comprador. E para entrar no estádio será preciso exibir um documento com foto. Para cuidar da segurança, haverá um efetivo de três mil policiais no estádio e arredores.

GRANA EM JOGO

Ganhar a Copa dos Campeões não dá apenas prestígio para o clube. Também dá muito dinheiro graças às receitas de direitos de tevê, cotas pagas pela Uefa e venda de ingressos. Que o diga o Milan, que amargou um déficit de 67 milhões (R$ 189,6 milhões) nesta temporada por não ter disputado a competição e ter caído cedo na Copa da Uefa.

O título do ano rendeu ao Manchester United nada menos do que 43 milhões (R$ 121,6 milhões) entre direitos de tevê e cotas da Uefa. O Chelsea, que foi vice-campeão, embolsou 36,3 milhões (R$ 102,7 milhões).

Na edição desta temporada, a Uefa reservou 275 milhões (R$ 778,2 milhões) para distribuir entre os 32 clubes que participaram da fase de grupos. Essa fartura é possível por causa dos contratos de patrocínio que a entidade tem para bancar o torneio. Os patrocinadores principais são Heineken (cerveja), Sony (eletrônicos), MasterCard (cartão de crédito), Vodafone (telefonia), PlayStation (videogames) e Ford (automóveis). E ainda há dois patrocinadores secundários: Adidas (material esportivo) e Konami (videogames).

Chegar à final já rendeu ao Manchester 13,1 (R$ 37 milhões) em cotas da Uefa, e ao Barça 13,4 milhões (R$ 37,9 milhões). O vencedor do jogo de hoje levará mais 7 milhões (R$ 19,8 milhões). Para o vice-campeão, a Uefa pagará 4 milhões (R$ 11,3 milhões).

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