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Barcelona corre contra o tempo para levar Neymar no meio deste ano

Pai do jogador está na Espanha para tratar de acordos finais sobre a transferência

Luís Augusto Monaco, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2013 | 08h05

SÃO PAULO - O Barcelona está intensificando os movimentos para contar com Neymar na próxima janela de transferências, um ano antes do que foi acertado no acordo fechado pelas partes em novembro de 2011. O pai do craque chegou na manha desta sexta-feira à cidade espanhola em companhia de dois agentes de jogadores (André Cury e Marcos Malaquias) para tratar do assunto com os dirigentes do clube catalão.

O trio embarcou às 17h40 de quinta-feira num avião da Singapore Airlines, que tem voos diretos entre São Paulo e Barcelona. É a segunda vez em três semanas que eles visitam a cidade. A primeira foi em março, depois do amistoso da seleção contra a Itália em Genebra e antes do teste com a Rússia em Londres. Eles estão hospedados num hotel que o Barça costuma usar como concentração antes de jogos pela Copa dos Campeões.

André Cury está participando da negociação desde o início pelo lado do Barcelona e se dá muito bem com Sandro Rosell, o presidente do clube. Ele e Marcos Malaquias estiveram juntos nas transações que levaram Henrique e Keirrison para o Barça. E os dois têm ótimo relacionamento com o pai de Neymar – Malaquias viu o jogo do Santos contra o Flamengo-PI em Teresina quarta-feira ao lado dele.

Se a intenção do Barcelona fosse esperar o fim do contrato de Neymar com o Santos, em junho de 2014, não haveria necessidade de encontros com tanta antecedência com Neymar da Silva Santos. Bastaria deixar o tempo passar e receber o craque depois da Copa. Mas tanto a diretoria como a comissão técnica concluíram que a antecipação da sua chegada faria muito bem a um time que começa a perder o viço que exibia até há pouco tempo.

A dificuldade que o Barcelona teve para eliminar o PSG nas quartas de final da Copa dos Campeões por causa da lesão que impediu Messi de jogar o tempo todo (saiu no intervalo da primeira partida e entrou aos 17 minutos do segundo tempo no jogo de volta) só reforçou a ideia reinante no clube de que o elenco tem vários bons atacantes, mas só um é craque. Contar com Neymar significaria passar a ter dois atacantes com capacidade individual para tirar o time de situações difíceis.

Poder de negociação

Para levá-lo no meio do ano será preciso acertar o preço com o Santos. Mas, como será a última chance de o clube vendê-lo (a partir de janeiro ele poderá assinar um pré-contrato para sair de graça depois da Copa), o Barça tem mais poder de negociação do que teve em 2011 – quando se dispôs a gastar 60 milhões (R$ 154,8 milhões).

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