Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Barcelona e Atlético de Madrid fazem 'final' do Espanhol no Camp Nou

Título será decidido diante de 95 mil pessoas. Time catalão poderá contar com Neymar

O Estado de S. Paulo

17 de maio de 2014 | 07h01

BARCELONA - O Camp Nou será palco neste sábado de um fato raro em campeonatos por pontos corridos: um confronto na última rodada entre os dois times que têm chance de conquistar o título. O Barcelona, que tem 86 pontos, será campeão se ganhar do Atlético de Madrid, que tem 89 e joga pelo empate. Na história do Campeonato Espanhol, esta é apenas a terceira vez que ocorre uma "final" na rodada derradeira - as outras foram em 1946 e 1951.

A chance de ser campeão em casa caiu no colo do Barcelona, que não acreditava mais na possibilidade de vencer a competição depois de ter cedido o empate para o Getafe no Camp Nou no último minuto da partida disputada dia 3 de maio. Na saída do estádio, o técnico Tata Martino e os jogadores deram declarações jogando a toalha. Mas os rivais ajudaram (o Atlético fez um ponto nos dois últimos jogos, e o Real Madrid, que tinha uma partida a menos, somou dois pontos em nove possíveis) e o título agora está ao alcance das mãos dos catalães.

Além do apoio incondicional da torcida - são esperadas 95 mil pessoas no estádio -, o Barça terá reforços importantes. Piqué, Jordi Alba e Neymar foram liberados pelos médicos e convocados para a partida. Martino não deu a escalação, mas o único que tem certeza de começar jogando é o zagueiro - embora a imprensa espanhola especule que Neymar será titular por ter sido o único jogador do Barcelona a fazer gol no Atlético na temporada.

Para ganhar o título, o Barcelona precisa fazer neste sábado o que ainda não conseguiu fazer na temporada. Em cinco partidas contra o Atlético, empatou duas por 0 a 0, duas por 1 a 1 e perdeu uma por 1 a 0 que o eliminou da Liga dos Campeões nas quartas de final. Em todos os jogos o time ficou enroscado na marcação agressiva da equipe dirigida por Diego Simeone e criou muito pouco. O que a torcida espera é que Tata Martino finalmente tenha encontrado uma fórmula para derrubar o muro.

O treinador deve dirigir neste sábado o time pela última vez (Luis Enrique anunciou na sexta que deixará o Celta e, segundo a imprensa espanhola, já tem tudo certo para assumir o Barça). Apesar da pressão, Tata considera fundamental abrir o placar para obrigar o adversário a mudar sua postura - algo que não aconteceu nos jogos anteriores.

"O Atlético se defende muito bem e fecha os espaços. Temos de fazer a bola circular com velocidade e tentar marcar primeiro. Se conseguirmos isso, teremos espaço para jogar como gostamos."

Martino disse que jogar em casa é um trunfo, mas que ter a vantagem do empate é importante. "Se pudesse escolher, eu preferiria jogar por dois resultados a atuar em casa."

BOM RETROSPECTO 

O Atlético luta para ganhar um título que não conquista desde a temporada 1995/96, quando tinha Simeone como jogador. Seria uma injeção e tanto de confiança para a equipe, que daqui a uma semana decidirá a Liga dos Campeões com o Real Madrid, no estádio da Luz, em Lisboa.

Sob o comando do treinador argentino, o time ganhou todas as finais que disputou: bateu o Athletic de Bilbao na decisão da Liga Europa de 2012, o Chelsea na decisão da Supercopa Europeia do mesmo ano e o Real Madrid na definição da Copa do Rei de 2013.

O reforço da equipe será o atacante Diego Costa, recuperado da lesão que o impediu de enfrentar o Málaga na rodada passada em Madri. Se tivesse vencido esse jogo, o Atlético teria terminado a rodada como campeão. O time lidera a competição há nove rodadas.

"Não tenho dúvida de que o Barcelona vai começar com muita força. Será o jogo mais complicado contra eles nesta temporada", disse Simeone. "Mas podemos sonhar com o título."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.