Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Barcelona gastou R$ 283 milhões na transação de Neymar

Novo presidente e diretor de futebol abrem o jogo a respeito dos valores especulados pela imprensa

O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2014 | 16h55

BARCELONA - O agora presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira para explicar os valores da contratação de Neymar. Segundo Bartomeu, a negociação do craque brasileiro custou aos cofres do clube catalão um total de 57,1 milhões de euros (pouco mais de R$ 187 milhões), que são incrementados com os valores de luvas, parcerias sociais entre o Barça e a Fundação Neymar e ações de marketing, elevando o total para 86,2 milhões de euros (R$ 283 milhões). Bartomeu também aproveitou a oportunidade para assegurar que o Barcelona "não mentiu em nenhum momento".

Coube ao diretor de futebol Raúl Sanllehí esmiuçar os valores. "Casualmente, a cifra especulada mais alta foi de 95 milhões de euros. O valor pago à N&N (empresa cujo nome leva as iniciais dos pais de Neymar) é de 40 milhões de euros (R$ 131 milhões) e ao Santos 17,1 milhões (R$ 56 milhões)". Sanllehí garantiu, também, que as duas partidas amistosas marcadas entre Barcelona e Santos não tiveram custo algum e revelou que há, ainda, a possibilidade de um bônus de 2 milhões de euros (R$ 6,5 milhões) caso Neymar fique entre os finalistas da Bola de Ouro da Fifa.

Para revelar os valores, o Barcelona afirma ter quebrado a confidencialidade do contrato sob a autorização do pai de Neymar. "O pai do jogador, Neymar da Silva, autorizou o clube a levantar a confidencialidade do contrato porque considera injusto o que aconteceu", afirmou Bartomeu.

R$ 21 MILHÕES POR ANO

O Barcelona também quebrou o silêncio sobre o salário de Neymar. A quantia de 8,8 milhões de euros (R$ 21 milhões) é o salário fixo que será pago ao jogador durante os 5 anos de contrato. Já na esfera variável, há a comissão dos agentes envolvidos na transação, no valor de 2,7 milhões de euros (R$ 6,5 milhões) e bônus que podem chegar a 1 milhão de euros (R$ 2,4 milhões).

"A cláusula de valores variáveis aparece no contrato de todos os jogadores do mundo porque todos os representantes têm uma porcentagem a receber. Na esfera social, é insultante a forma como mascararam o conceito. São pagos 500 mil euros (R$ 1,2 milhão) anuais à Fundação Neymar para fins sociais", assegurou Sanllehí.

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