Barcelona não libera Messi para os Jogos de Pequim

Atitude do time espanhol dá alento para clubes alemães, que entram no CAS por causa de Diego e Rafinha

EFE

24 de julho de 2008 | 17h57

O secretário técnico do Barcelona, Aitor Begiristain, disse nesta quinta que o clube catalão confirmou à Fifa que não vai liberar o meia-atacante argentino Lionel Messi aos Jogos de Pequim.Veja também:  Messi dá show e Barça goleia no 1.º amistoso da temporada Técnico do Barça pede que Fifa defina destino de Messi Michel Salgado quer Robinho focado no Real Madrid Blatter diz que veto a atletas é um atentado ao espírito olímpico Dunga elogia seleção olímpica após os primeiros treinos Dunga se anima com motivação de Ronaldinho Gaúcho  Em reunião, Dunga cobra empenho da seleção olímpica Dunga fecha treino e cobra concentração dos jogadores"Continuamos pensando que temos razão. As equipes alemãs também estão neste contexto", comentou o dirigente do Barça, que reconheceu que a vontade da equipe catalã em chegar a um pacto com a Associação do Futebol Argentino (AFA) para dividir o jogador durante o mês de agosto.Hoje, o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) recebeu o processo de Werder Bremen e Schalke 04 contra o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) pela convocação dos jogadores Diego e Rafinha à seleção. A Fifa diz que os clubes são obrigados a liberar os atletas abaixo de 23 anos - mesmo caso de Messi."O desejo de nossa parte era que Messi jogasse a partida de ida da fase preliminar da Liga dos Campeões e depois liberá-lo para os Jogos Olímpicos. Se tivermos um resultado que pode nos ser positivo, poderemos deixá-lo viajar", comentou."Nossa pretensão é que o acordo entre Barça e AFA também sirva como exemplo para o futebol. Como não encontramos aceitação à nossa proposta, continuaremos cada um em seu lugar", completou Begiristain minutos antes do início do amistoso entre Barcelona e Hibernian, na cidade escocesa de Edimburgo.O secretário técnico assegurou que o Barça está tentado proteger ao jovem jogador "de toda a pressão", e que seus pais estão sendo informados de tudo: "Entendo que [seus pais] estejam sob uma importante pressão porque também há um país por trás deles. Eles também entendem nossa postura e a importância do jogador para nossos interesses", concluiu.

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